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Autor: Bernardo Mello e Gabriel Martins
20 de Mai de 2019
Em homenagem recebida na Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro criticou a atuação de órgãos de fiscalização e controle no Brasil. Bolsonaro citou os entraves para projetos, como a construção de usinas hidrelétricas, que envolvem questões ambientais e atuação em áreas de reserva indígena, e mencionou especificamente o Ministério Público e a Funai (Fundação Nacional do Índio).
- Tudo o MP se mete. Algumas vezes com razão, em outras não. E inviabiliza aquela obra - afirmou Bolsonaro, que depois falou especificamente do impasse para construir uma linha de energia entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR), o Linhão do Tucuruí.
Bolsonaro e o filho, o senador Flávio Bolsonaro, retomaram recentemente uma ofensiva contra o Ministério Público. O motivo é a investigação relativa ao caso Queiroz, pelo qual os procuradores do órgão no Rio de Janeiro pediram em abril a quebra de sigilos bancário e fiscal de Flávio e de outras 94 pessoas ligadas a ele.
- Uma reserva indígena não nos permite passar o Linhão (do Tucuruí), mas parece que vamos resolver agora. Falei com meu Conselho de Defesa Nacional. A Funai queria um prazo até 15 de maio para ouvir os índios. Esse "ouvir" cada um entenda como bem entender. Se Deus quiser vamos resolver a questão neste ano. Quando falamos em energia, sem energia não levantamos da cama de casa - comparou o presidente.
Durante seu discurso, Bolsonaro fez uma referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, e à ex-presidente Dilma Rousseff, que sofreu impeachment em 2015.
- Outro dia falei que não nasci para ser presidente. Desceram a lenha em mim. Quem nasceu (para ser presidente) está preso, respondendo processo ou está estocando vento - disse Bolsonaro, com uma risada.
- Se dizem que não fiz nada como deputado, graças a Deus. Se fizesse, estaria preso numa hora dessa.
Witzel defende Flávio
Também presente no evento, o governador do Rio, Wilson Witzel, agradeceu a Bolsonaro pelo contato com seus ministros, como Bento Albuquerque (Minas e Energia), com quem se reuniu na última semana. Ao defender a reforma da Previdência e dizer que confia no trabalho dos deputados federais e senadores do Rio, Witzel fez um desagravo a Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, alvo de quebra de sigilo autorizado pela Justiça do Rio para investigar movimentações atípicas em suas contas e na de ex-assessores. Durante a campanha eleitoral de 2018, o filho de Bolsonaro participou de eventos públicos com Witzel.
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