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Índios ameaçam cortar alimentação e água de reféns

A Notícia Gigital
22 de fev de 2008

Os índios ikpeng da aldeia Moygu, que mantêm 12 pessoas em cárcere privado, ameaçam cortar a alimentação e água dos reféns. O chefe do posto indígena Pavuru da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Parque Indígena do Xingu, Kumare Txicão, afirmou há pouco ao site da TVCA que os índios estão revoltados. Eles reclamam da demora na negociação para resolver um impasse na região.

"Eu não sei mais como controlar a situação aqui. Os índios querem alguém aqui para negociar". A ausência de representantes da Funai, do Ministério Público e do Ministério do Meio Ambiente no local irritou ainda mais os índios. Kumaré também está refém dos índios, mas ele é o único intermediário das negociaçõs no momento. Por isso, os índios permitem o deslocamento dele da aldeia até o posto da Funai. É pelo computador e pelo rádio amador que
Kumaré fala com os jornalistas e com a Funai.

Kumaré disse ao site da TV Centro América que a partir das 18h desta quinta-feira a alimentação e a água aos reféns seriam cortadas. O intuito da ação é para que os representantes da Funai resolvam a situação com rapidez. Segundo ele, entre os 12 pesquisadores e técnicos que estão reféns, duas pessoas têm problemas de saúde e necessitam estar alimentadas após o uso de medicamentos controlados.

Impasse

Os índios estão revoltados com a presença de pesquisadores no local para estudar sobre o impacto de uma pequena usina hidrelétrica (PCH), construída no rio Culuene, em Paranatinga. A PCH está pronta para funcionar, mas os índios não aceitam o funcionamento da usina. Eles afirmam que o impacto ambiental gerado vai comprometer a sobrevivência deles. O rio Culuene é um dos afluentes da Bacia do Xingu, região ocupada por cerca de 14 etnias indígenas. Os rios e as matas da região são as principais fontes de alimentação dos índios.

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