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Inibição do desmatamento e de incêndios na Amazônia por parques e reservas indígenas.

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Muitos conservacionistas consideram que reservas indígenas oferecem proteção menor contra a perturbação humana do que parques inabitados. Os autores testaram esta hipótese ao comparar, usando imagens de satélite, a performance de parques e reservas indígenas na prevenção do desmatamento e de incêndios na Amazônia brasileira. Os dois tipos de reservas apresentaram efeito inibitório semelhante tanto ao desmatamento quanto a incêndios. Além disso, a tendência histórica por parte dos administradores de parques de evitar os riscos de conservação associados à fronteira agrícola ativa resultou em uma concentração de parques em regiões distantes de áreas com taxas altas de desmatamento e queimada. Ao contrário, muitas das reservas indígenas impediram o desmatamento completamente, apesar das altas taxas de desmatamento ao longo de suas bordas. O efeito inibitório das reservas indígenas quanto ao desmatamento não se perde ao longo do tempo, com a aculturação dos índios, ou devido ao crescimento populacional, como proposto anteriormente. Reservas indígenas ocupam um quinto da Amazônia brasileira –cinco vezes a área sob proteção na forma de parques—e são atualmente a barreira mais importante ao desmatamento na Amazônia.