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Terras indígenas da Amazônia são alvos de pesquisas sobre terras raras

Amazônia Real - http://amazoniareal.com.br/
Autor: Elaíze Faria
21 de out de 2013

Minério considerado estratégico pelo governo brasileiro pelo seu potencial na produção de equipamentos de alta tecnologia como computadores e celulares, os Elementos Terras Raras (ETR) têm duas reservas em terras indígenas demarcadas da Amazônia brasileira.

Uma fica no Morro Seis Lagos, na Terra Indígena Balaio, no Amazonas, e a outra na Serra do Repartimento, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

Na Serra do Repartimento, na área yanomami, também há forte pressão de invasão das terras por fazendeiros e garimpeiros, que exploram ilegalmente ouro há mais de 30 anos.

Dados do DNPM (Departamento Nacional de Pesquisa Minerária) indicam que existem mais de 40 milhões de toneladas de terras raras na região de Seis Lagos. Na área há também reservas de nióbio e manganês.

As terras raras, como são mais conhecidas, formam um grupo de 17 elementos químicos compostos por escândio, ítrio e lantanídeos que podem ser utilizados na produção de computadores, smartphones, ímãs, automóveis híbridos, ligas de aço, reatores nucleares, entre outros.

A Constituição de 1988 permite a mineração em terra indígena apenas se houver uma regulamentação específica para o tema. Atualmente, tramita em regime de urgência no Congresso Nacional o Projeto de Lei 1610/96, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB), que pretende regulamentar a mineração em terra indígena. Os indígenas já se declararam contrários à exploração mineral em suas terras.

A outra reserva mineral de terras raras fica na região de Pitinga, na área metropolitana de Manaus (AM). Segundo o DNPM, a reserva, que é particular, tem potencial de produção de 2 milhões de toneladas do elemento xenotima, é de propriedade da Mineração Taboca.

Segundo o superintendente do DNPM no Amazonas, Fernando Burgos, com as reservas existentes na Amazônia o Brasil é um dos donos das maiores reservas de terras raras do planeta, porém inexploradas.

"O mercado atual é inteiramente dominado pela China, responsável por 95% da produção e dona de 36% das reservas conhecidas. O valor do mercado mundial dos óxidos de Terras Raras é da ordem de US$ 5 bilhões anuais", disse Burgos ao portal Amazônia Real.

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