OESP, Geral, p.A25
13 de Dez de 2003
Senado adia votação da lei da mata atlântica
Herton Escobar
O Senado adiou para terça-feira a votação do projeto de lei que regulamenta o uso e a preservação da mata atlântica. A proposta era o segundo item na pauta e foi retirada por iniciativa do PFL. Segundo o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, vários parlamentares alegaram que precisavam de mais tempo para estudar a legislação, que tramitou 11 anos na Câmara e só chegou esta semana ao Senado. "Prevaleceu o argumento de que não houve tempo adequado para ler o projeto." Capobianco encarou o adiamento com naturalidade. "Ninguém fez objeções ao texto."
O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), entretanto, disse que os argumentos do PFL para retirar o projeto da pauta eram "precários".
Para o diretor da organização SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, porém, o adiamento foi arquitetado pelo PSDB a pedido do governo paulista, que estaria "traumatizado" com o pagamento de indenizações pela desapropriação de terras em área de mata atlântica. "Foram os tucanos de São Paulo que armaram a confusão."
"Não é trauma, não, é uma situação real", rebateu o secretário da Casa Civil do Estado, Arnaldo Madeira. Segundo ele, houve uma preocupação quanto à desapropriação de terras quando o projeto estava na Câmara, mas a avaliação é de que os problemas foram resolvidos no texto enviado ao Senado. Ele negou qualquer articulação para adiar a votação. "Nem sabia que o projeto estava na pauta de hoje (ontem)."
"Conversei com o governador (Geraldo Alckmin) e ele me garantiu que São Paulo apóia o projeto", disse o ex-deputado Fabio Feldmann (PSDB), autor da proposta original. (Colaborou Rosa Costa)
OESP, 13/02/2003, p. A25
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.