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Rio Negro baixa 20 cm por dia e causa preocupação

OESP, Vida, p. A16
21 de Set de 2011

Rio Negro baixa 20 cm por dia e causa preocupação
Embora pico da estiagem seja em meados de outubro, rio chegou a descer 32 centímetros em apenas 24 horas

Liège Albuquerque / Manaus

O Rio Negro está baixando 20 centímetros por dia, em média, desde o início do mês, segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). No dia 14, chegou a descer 32 centímetros em apenas 24 horas. Embora o pico da estiagem do Negro e de seus afluentes costume ser no fim da primeira quinzena de outubro, os números já preocupam por causa da seca recorde do ano passado.
"Ainda é cedo para dizer se esta seca será mais intensa do que a dos últimos anos, mas o que impressiona é a descida diária: de ontem (anteontem) para hoje (ontem) foram 25 centímetros. A baixa do Solimões não é tão acentuada, mas o rio já está perto de marcar zero na régua de medição", contou o geólogo Daniel de Oliveira, do CPRM.
Hoje, a régua que mede o Rio Negro em um porto de Manaus marca 19,57 metros. No mesmo dia no ano passado, marcava 18,03 centímetros. Em 2010 foi registrada a maior seca dos últimos 108 anos no Rio Negro, já que o CPRM faz a medição desde 1902. O pico foi no dia 24 de outubro, quando o rio mediu 13,63 centímetros.
A estiagem também foi recorde no Rio Solimões, a maior dos últimos 28 anos, pois a medição é feita desde 1982. No pico, dia 11 de outubro, a régua do Solimões, que fica em Tabatinga, a 1.105 quilômetros da capital, marcou 86 centímetros negativos, ou seja, abaixo do zero.
Hoje, o rio mede 1,54 metro e, no mesmo dia do ano passado, estava marcando 1,12 metro.
De acordo com a Defesa Civil Estadual, cinco municípios já estão em estado de alerta. O estado de alerta consiste em a prefeitura fazer o levantamento de quantas comunidades e ribeirinhos já foram afetados com o início da estiagem para solicitar a ajuda do Estado. Os municípios em alerta são Tabatinga e Atalaia do Norte, no Alto Solimões; Boca do Acre, no Rio Purus; e Carauari e Guajará, no Rio Juruá. Na região do Juruá, não chegam mais barcos ou balsas por causa da profundidade do rio.

OESP, 21/09/2011, Vida, p. A16

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