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Reservas de Desenvolvimento Sustentável do Mosaico Juréia-Itatins (SP) terão plano de manejo

ISA, Instituto Socioambiental - www.socioambiental.org
16 de jul de 2008

Oficinas realizadas nas reservas de Barra do Una e Despraiado, no litoral sul de São Paulo, desde o final de junho, estão traçando, com a participação das comunidades caiçaras, um diagnóstico socioambiental para formular ações de gestão dessas áreas de conservação

O ISA, a Unicamp e a Fundação Florestal do Estado de São Paulo estão fazendo o diagnóstico sócio-econômico e cultural de duas reservas de desenvolvimento sustentável (RDS) que integram o Mosaico de Unidades de Conservação Juréia-Itatins, no litoral sul e Vale do Ribeira, em SP. Para tanto, estão realizando um ciclo de três oficinas. A primeira delas, denominada "Retrato da Comunidade", aconteceu de 30 de junho a 2 de julho, na RDS Barra do Una, com a presença de 50 pessoas e entre 4 e 6 de julho, na RDS Despraiado, com 40 participantes.

Informações sobre as populações de cada reserva, suas atividades produtivas e relações sociais foram os itens abordados pelos participantes. Além dos moradores, também participaram representantes de ONGs locais (Grupo Ecológico do Guaraú e Keep da Ocean Clean), dos conselhos deliberativos de cada RDS, veranistas, representantes da Secretaria de Meio Ambiente de Peruíbe, da prefeitura de Pedro de Toledo e técnicos dos organizadores das oficinas. A coordenação do plano de manejo ficará a cargo da Fundação Florestal e da Unicamp.

As áreas das atuais RDS integraram a Estação Ecológica de Juréia-Itatins por quase 20 anos. Nesse período, as comunidades caiçaras viveram em conflito com a estação, que por ser uma unidade de conservação impunha restrições de uso e ocupação. Além disso, a não concretização de processos de desapropriação previstos em lei agravavam os conflitos.

Com a criação das RDS e a ampliação da área da Estação Ecológica formando um grande mosaico de áreas protegidas com 110.813 hectares, graças à aprovação do PL no 613/2004, em novembro de 2006, o grande desafio é desenvolver ações que permitam compatibilizar o desenvolvimento sócio-econômico e a qualidade de vida das populações com a conservação dos ecossistemas e recursos naturais. As oficinas têm por objetivo retratar a situação atual das comunidades, o uso dos recursos e do território e a partir daí fazer o planejamento futuro das ações para a gestão das RDS.

A segunda oficina, chamada "Território", deverá acontecer entre agosto e setembro próximos e a terceira, denominada "O futuro e a gestão da RDS" entre outubro e novembro.

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