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Projeto ensina consciência ambiental nas escolas

Jornal Folha do Norte da Ilha
Autor: Alexandre Winck
20 de mar de 2008

Quanto mais cedo a consciência ambiental for aprendida pelas crianças e jovens da capital, melhor para transformar os hábitos do dia-a-dia de forma duradoura. Com esse objetivo, a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis assinou no início de março um termo de cooperação com o Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza para permitir a alunos da rede de ensino da capital continuar a participar de ações do instituto. Desde o ano passado, a equipe do Carijós vêm desenvolvendo projetos de educação e percepção ambiental com mais de 10 escolas municipais. Entre eles, está o programa Olho Mágico, com o objetivo de sensibilizar a comunidade e alunos que residem no entorno da Estação Ecológica de Carijós, no norte da Ilha sobre a importância da questão ambiental e conservacionista e o desenvolvimento sustentável do ecossistema formado pelo manguezal. O projeto inclui a participação da Escola Básica Mâncio Costa, de Ratones, além da Escola Desdobrada Marcolino José de Lima, da Barra do Sambaqui, Escola Desdobrada Jurerê e Escola Desdobrada Praia do Forte.

A presidente do instituto, Débora Lemann, explica que esse trabalho de conscientização de estudantes vem sendo feito desde 2001, mas foi oficializado com a assinatura do termo de cooperação. "As avaliações sistemáticas que temos recebido dos alunos, educadores, coordenadores pedagógicos e pais têm sido muito positivas", garante Lemann. "De início, existe um certo receio de que o envolvimento com o programa cause perda de conteúdo do currículo escolar, mas depois percebem que acrescenta para a formação da criança, não apenas a questão da preservação ambiental, mas sua relação com as questões históricas, sociais, econômicas", analisa a presidente do Instituto Carijós. A Secretaria de Educação e o instituto têm ainda planos de realizar o projeto De Olho no Lixo, que tem o objetivo de propor metodologias alternativas para facilitar a relação da população com o lixo. A proposta envolve reduzir o consumo de determinados produtos jogados na natureza, reutilização de materiais e participação ativa na reciclagem.

A maior parte da Estação Ecológica do Carijós é formada por vegetação de manguezal e por uma parte de restinga. O Manguezal do Ratones tem 6,25 quilômetros quadrados de área e o do Saco Grande, quase um quilômetro. Esses ambientes servem de morada para espécies que mais tarde vão para o mar. Ali também pousam, descansam e se alimentam aves que estão migrando para outras localidades, como o trinta-réis, encontrado no litoral do Continente Americano. Lemann conta que o instituto surgiu em 1999, com o nome de Associação de Amigos Pró-Conservação da Estação Ecológica dos Carijós, mas em 2005 passou a constituir um instituto e passou a atuar também com o apoio à implantação de outras unidades de conservação.

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