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Presidente discute projetos do ICMBio na Paraíba

ICMBio - http://www.icmbio.gov.br/
Autor: Juliana Bandeira
13 de nov de 2015

Maretti reuniu-se com servidores das UCs e centros de pesquisa

Na sua primeira visita oficial à Paraíba, o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Claudio Maretti, conheceu algumas unidades do Instituto no estado e discutiu com os servidores itens importantes da agenda de trabalho do ICMBio em nível regional, além de se reunir com o governador Ricardo Coutinho para tratar da criação de um parque nacional na caatinga paraibana..

Pela manhã, o presidente encontrou-se com a equipe da Coordenação Regional 6 (CR6) do Instituto e visitou a sede do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) e da Reserva Extrativista (Resex) Acaú-Goiana, ambas na Floresta Nacional (Flona) da Restinga de Cabedelo, que fica na região metropolitana de João Pessoa, capital do estado.

À tarde, Cláudio Maretti esteve no auditório da sede do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, em Cabedelo, onde se reuniu com servidores do ICMBio para discutir a gestão das unidades de conservação da região, os projetos dos centros nacionais de pesquisa e conservação que funcionam no estado (Além do Cemave, o CPB, que cuida de primatas) e a criação do primeiro parque nacional na Paraíba: o Parque Nacional da Serra de Teixeira.

Maretti abriu o diálogo com os servidores enfatizando a importância do Instituto Chico Mendes. "É um órgão federal estável, com grande qualidade técnica e que está à frente da gestão de um dos mais importantes sistemas de unidades de conservação do mundo. Temos muito o que avançar, mas temos muito do que se orgulhar".

Nesta sexta-feira (13), o presidente do ICMBio concedeu entrevista ao Bom Dia Paraíba, da TV Globo, e seguiu para Fernando de Noronha, onde se reúne com os servidores da Área de Proteção Ambiental (APA) de Fernando de Noronha - Rocas - São Pedro e São Paulo e do Parque Nacional (Parna) Marinho de Fernando de Noronha.

No sábado (14), Maretti tem um encontro com a comunidade local e representantes de instituições que atuam na conservação da biodiversidade, como os membros dos conselhos gestores do Parque e da APA de Fernando de Noronha, do Conselho Distrital e dos conselhos de Turismo e Administração Estadual do arquipélago.

A programação será encerrada com uma visita de campo às duas unidades de conservação federais localizadas em Fernando de Noronha.

Saiba mais sobre o ICMBio na Paraíba:

O ICMBio mantém na Paraíba a Coordenação Regional 6, cinco unidades de conservação e dois centros de pesquisa e conservação.

CR6

A Coordenação Regional 6 (CR6) é uma das onze coordenações regionais do Instituto no país. Está sediada na Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo, em Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa, e apoia a gestão de 34 Unidades de Conservação (UC) espalhadas por estados do nordeste brasileiro (Além da Paraíba, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará), que protegem importantes fragmentos dos biomas Mata Atlântica, Caatinga e Marinho Costeiro. Tem como missão promover a integração do ICMBio com a sociedade e coordenar com as ações em nível regional.

APA da Barra do Mamanguape

A Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio de Mamanguape foi criada em 10 de setembro de 1993. Tem uma área de 14.640 hectares e está inserida nos municípios de Rio Tinto, Marcação, Baía da Traição e Lucena, no litoral norte paraibano. A unidade de conservação possui um belo cenário com um manguezal bem preservado, recifes de corais, falésias, dunas e remanescentes de Mata Atlântica e ainda abriga espécies ameaçadas de extinção como o peixe boi marinho, o cavalo marinho, o mero e a tartaruga de pente.

Flona de Cabedelo

Criada 2 de junho de 2004, com aproximadamente 120 hectares, a Floresta Nacional (Flona) da Restinga de Cabedelo engloba zonas de mangue e restinga - ecossistemas típicos da Mata Atlântica em áreas litorâneas. É uma amostra significativa da fitofisionomia mais ameaçada do bioma Mata Atlântica.

Rebio Guaribas

A Reserva Biológica (Rebio) Guaribas foi criada em 25 de janeiro de 1990 e tem como objetivos proteger um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica do estado da Paraíba e abrigar espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção.

Resex Acaú-Goiana

Criada em 26 de setembro de 2007, a Reserva Extrativista (Resex) Acaú-Goiana possui uma área de de 6.678,30 hectares e tem como objetivo proteger os meios de vida e garantir a utilização e a conservação dos recursos naturais renováveis tradicionalmente utilizados pela população das comunidades de Carne de Vaca, Povoação de São Lourenço, Tejucupapo e Baldo do Rio, em Goiana (PE); Acaú, em Pitimbu; e Caaporã, sendo estes dois últimos municípios situados na Paraíba. A atividade econômica praticada no local está relacionada à pesca e à coleta artesanal de recursos estuarinos e marinhos.

Arie Manguezais da Foz do Mamanguape

Criada em 5 de novembro de 1985, Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Manguezais da Foz do Rio Mamanguapea tem 5.721 hectares e está localizada no município de Rio Tinto, no litoral norte do estado. Destaca-se no local a ocorrência do peixe-boi marinho, espécie ameaçada de extinção. Os animais costumam se alimentar nos estuários do rio Miriri e do rio Mamanguape.

Cemave

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves (Cemave) tem sede na Flona de Cabedelo. A sua missão é subsidiar a conservação e o manejo das aves silvestres brasileiras e dos ambientes dos quais elas dependem. O centro desenvolve ações em bases avançadas por todo o país e é subordinado à Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio), do ICMBio, em Brasília.

CPB

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas (CPB) tem sede em João Pessoa. Produz e gerencia informações sobre todos os primatas brasileiros, tendo como foco central o desenvolvimento de pesquisas científicas e ações de manejo em todo o país. Integra o conjunto de centros vinculados à Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio), do ICMBio, em Brasília.

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