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Porto de São Sebastião recebe licença prévia do Ibama

Valor Econômico, Empresas, p. B3
18 de Dez de 2013

Porto de São Sebastião recebe licença prévia do Ibama

Fernanda Pires
Para o Valor, de Santos

O Instituto Brasileiro de Recursos Naturais e Renováveis (Ibama) emitiu ontem a Licença Prévia (LP) da ampliação do porto de São Sebastião, no Litoral Norte do Estado de São Paulo. A licença é válida para as fases 1 e 2 do Plano Integrado Porto Cidade (PIPC). Quando implantadas, elas mais que duplicarão a área atual do porto, para 800 mil metros quadrados, e quintuplicarão a capacidade de movimentação anual, para até 5 milhões de toneladas. O projeto de expansão do porto prevê outras duas etapas, que não integram a licença recém-concedida.
Segundo o presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Casemiro Tércio Carvalho, com as duas primeiras fases implantadas o porto tem garantida sua operação para a demanda estimada de cargas pelos próximos 15 anos.
A licença abrange os berços 3 e 4 do cais de múltiplo uso; os berços 6 e 8 do píer de contêineres; o portão de acesso interno com conexão ao contorno de São Sebastião; as três primeiras fases do terminal de contêineres e de veículos (que será licitado dentro do pacote federal de arrendamentos portuários); o terminal de passageiros; o portão de serviços auxiliares; o terminal de granéis sólidos; o terminal de granéis líquidos; a complementação e adequação viária dos acessos aos berços 3 e 4; o módulo 2 do terminal offshore; e a estruturação dos berços offshore. Ela contempla ainda a estação de tratamento de efluentes; sistema de escoamento dutoviário de álcool e derivados; heliporto; e um museu do mar.
O Ibama condicionou a emissão da licença ao cumprimento de pelo menos 14 programas ambientais, cada qual com uma série de ações. Carvalho informou ao Valor, que o porto está finalizando o termo de referência para contratar a empresa que fará o plano básico ambiental para cumprir as condicionantes definidas pelo Ibama.
"Estamos trabalhando para publicar essa licitação em janeiro. Acredito que consigamos cumprir as exigências em três meses e então solicitar a Licença de Instalação [LI, que permite o início das obras]", disse o executivo.
Entre as ações pedidas estão a recuperação de áreas degradadas; a contratação e formação de mão de obra; e programas de educação e monitoramento ambiental. O EIA-Rima foi protocolado pela Companhia Docas de São Sebastião no Ibama em 2011. As audiências públicas ocorreram no fim daquele ano e as complementações ao estudo feitas ao longo de 2013.

Valor Econômico, 18/12/2013, Empresas, p. B3

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