O Globo, Economia, p. 23
23 de Ago de 2011
Pequenos podem deixar consórcio de Belo Monte
Segundo diretor da Eletrobras, apenas empresas de energia participariam da construção da usina
Paulo Justus
paulo.justus@sp.oglobo.com.br
O diretor de geração da Eletrobras, Valter Cardeal, admitiu ontem que as construtoras com participação minoritária no consórcio Norte Energia, que vai construir a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, podem deixar o empreendimento. Segundo ele, essas empresas devem dar lugar a uma sociedade de propósito específico privada, formada apenas por companhias do setor de energia.
- Saem os pequenos construtores, e, a princípio, teremos só players que detenham conhecimento da geração e produção de energia elétrica no consórcio - disse Cardeal após participar de seminário em São Paulo.
Entre as construtoras que detêm participação minoritária no negócio estão Queiroz Galvão, OAS, Malucelli Construtora, Cetenco, Contern, Serveng e Mendes Júnior. Segundo Cardeal, a decisão deve ocorrer dentro de 60 dias.
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, também presente no evento, ressaltou que o projeto de Belo Monte pretende evitar os problemas trabalhistas que ocorreram nas usinas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira. Segundo ela, o projeto contempla a instalação de mesas de negociação permanentes com os trabalhadores e melhores condições nos canteiros de obras, que terão menos aglomeração e mais opções de lazer:
- Queremos também capacitar mão de obra local para minimizar o problema de trazer trabalhadores de outros locais.
Miriam disse que o ministério deve lançar, no mês que vem, uma série de portarias a fim de acelerar o processo de licenciamento ambiental nos leilões de energia e dar regras mais claras para os investidores.
- Não estamos mudando a regra dos jogo do leilão. Estamos trabalhando no foco ambiental para deixar mais claro aquilo que o empreendedor precisa cumprir.
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, disse que as novas regras visam à racionalização do processo de licenciamento ambiental, que vinha provocando atrasos até em obras simples, como linhas de transmissão.
O Globo, 23/08/2011, Economia, p. 23
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