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Autor: France Presse
27 de Mai de 2010
Países ricos doarão US$ 4 bilhões (R$ 7,4 bilhões) até 2012 para combater o desmatamento, um dos principais fatores de aquecimento do planeta. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (27) em Oslo, na Noruega, onde é realizada uma reunião internacional sobre o tema.
A quantia representa aumento de US$ 500 milhões (R$ 922,6 milhões) em relação aos US$ 3,5 bilhões (R$ 6,45 bilhões) prometidos por Estados Unidos, Noruega, Japão, Reino Unido, França e Austrália durante a conferência de Copenhague, em dezembro passado.
Chegar a esta quantia foi possível pela participação de novos países no fundo, entre eles Alemanha, Dinamarca e Noruega, país anfitrião da Conferência sobre Florestas e Clima. "Em tempos de globalização dos mercados, as florestas valem mais mortas do que vivas. Nós nos comprometemos a mudar essa equação", declarou o primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg.
Segundo o Painel Intergovernamental de Especialistas das Nações Unidas sobre a Evolução do Clima (IPCC), o desmatamento representa 17% das emissões globais de gás de efeito estufa, maior que o setor de transporte.
A luta contra o desmatamento pode representar um terço das medidas necessárias até 2020 para limitar a 2 graus o aquecimento do planeta, segundo a Noruega. "Frear a degradação das floretas permite as reduções mais importantes, rápidas e baratas das emissões mundiais", acrescentou Stoltenberg.
O primeiro-ministro norueguês citou financiamentos alternativos, como taxar emissões de carbono ou cobrar imposto sobre passagens de avião, ou fundos privados voluntários. O financista George Soros, presente em Oslo, disse estar disposto a dar seu apoio.
Em Copenhague, Noruega e Estados Unidos prometeram um bilhão de dólares cada um, o equivalente a R$ 1,84 bilhão. Na mesma ocasião, a França se comprometeu a disponibilizar US$ 375 milhões (R$ 691 milhões), o Japão US$ 500 milhões (R$ 922,6 bilhões), o Reino Unido US$ 480 milhões (R$ 885,7 milhões) e a Austrália US$ 120 milhões (R$ 221,4 milhões).
"É estimulante ver essas promessas na mesa, mas é preciso considerar de que maneira o dinheiro será gasto", afirmou Susanne Breitkopf, uma dirigente do Greenpeace que deseja privilegiar a preservação das floretas virgens em vez de adotar medidas de correção.
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