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Os índios

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
Autor: Dorval de Magalhães*
23 de mai de 2005

A dívida do Brasil para com os negros e índios é astronômica, segundo os conceitos mais elevados. Esse brutal débito é maior com os indígenas, primitivos donos das terras em que vivemos.
É de lamentar que em pleno século XXI ainda exista alguém que defenda o nomadismo para as pessoas humanas, tal a absurda Tese posta em prática pelo Governo Federal.
Não era assim que pensavam e agiam Nóbrega, 1517/1570; Anchieta, 1534/1579; Vieira, 1608/1697 e Rondon, 1869/1958, todos ele autênticos defensores dos povos nativos.
Confúcio, IV séc. a.C. já dizia, muito sabiamente: "A ignorância é uma noite escura, sem lua e sem estrelas".
Querer manter alguém na ignorância, segundo diz o bom-senso, é algo reprovável.
João Paulo II, o grande Papa que acaba de falecer, quando da realização da ECO-92, no Rio de Janeiro, sentenciou superiormente: "Não existem raças. O que existe é o gênero humano."
A Igreja Católica Brasileira, infelizmente, continuou descriminando, pois persiste, referindo-se a índios, povos indígenas...
A miscigenação entre brancos e índios é um processo que vem desde os primeiros colonizadores. Milhares de famílias, em todo o Brasil têm essa mistura, que é uma prova de entendimento entre etnias, é uma segura maneira de confraternização entre pessoas de raças diferentes.
Tudo que for feito para dividir etnias resultará em prejuízo para os povos nativos.
O mundo clama por união, em todos os sentidos, em todas as dimensões.
Os indígenas precisam, urgentemente, assistência permanente e irrestrita e não essa que está aí, colocando-os em uma reserva, onde a terra é da União. Desde que a Humanidade surgiu sempre houve a busca pela evolução, em todas as suas formas.
Não podemos privar determinados povos de caminharem junto com a Humanidade, ao encontro de uma vida superior. Não devemos privá-los do desenvolvimento tão almejado por todos.
De que servem grandes áreas sem os meios técnicos para que os indígenas possam desenvolvê-las para produção de seus alimentos?
Os indígenas que não fazem parte das associações SODIUR, AUDCIR e ARIKON, favoráveis à Demarcação em ilhas da Região Raposa Serra do Sol, hão de arrepender-se e, no futuro, farão um ajuri para defender a própria EMANCIPAÇÃO, suprema aspiração de seus autênticos defensores, citados em tópico anterior.
Muitos dos que se dizem defensores ou amigos dos indígenas são, a rigor, seus inimigos, pois defendem a preservação de sua cultura, o que nunca aconteceu no Universo, pois a cultura é dinâmica no tempo e no espaço, devendo ser apoiada, incentivada, dinamizada.
Os indígenas são gente, têm inteligência e sentimento. Querem, portanto, evoluir agora que conhecem novas utilidades, novos valores. A sua aculturação é irreversível. Não vale ação nefasta dos seus inimigos, que são alguns dos que defendem as reservas e não o TÍTULO DEFINITIVO, que muitos já merecem.
O Universo inteiro clama por justiça e paz. Abaixo o arco, a flecha e a misantropia; acima a fibra ótica, a anti-matéria e a união de todas as etnias.

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