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Novo coordenador-geral de Índios Isolados e de Recente Contato da Funai recebe apoio de indígenas

Funai - http://www.funai.gov.br
10 de fev de 2020

Indígenas das etnias Matsés e Marubo declararam apoio ao novo coordenador-geral de Índios Isolados e de Recente Contato da Funai (CGIIRC), Ricardo Lopes Dias. A nomeação ocorreu devido à formação acadêmica do coordenador. Antropólogo com doutorado em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC (UFABC), ele também possui mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Os indígenas Jaime Mayuruna, Marcos Dunu e Israel Enes ratificam o apoio à nomeação de Ricardo Lopes. Para o indígena Jaime Mayuruna, a política pública para as comunidades indígenas precisa incluir o trabalho com agricultura familiar. "No caso dos Matsés, a reivindicação sempre foi de construção de uma casa de farinha de mandioca, para produção de farinha, que é muito consumida na região. Acreditamos nesse tipo de políticas de apoio e incentivo. São esses meios de vida que requerem atenção. São ideias pequenas, mas que são fundamentais para nossas vidas".

Jaime, mestrando em Antropologia Social na Universidade de São Paulo (USP), acredita que o novo coordenador-geral vai exercer com responsabilidade o trabalho na CGIIRC. "Vejo Ricardo tendo muita competência para trabalhar com indígenas de modo geral, não apenas com os isolados. Além disso, ele tem uma vasta experiência de vivências com o povo Matsés, no meio da selva Amazônia. E a formação em Antropologia, que é inquestionável", afirma.

Israel Enes é da etnia Marubo. Ele reafirma o apoio a Lopes devido à "solidez de sua formação, que por si só potencializa essa importância para sua nomeação. Além do fato que conheço sua atuação profissional com as questões indígenas. Tê-lo à frente deste órgão vem a somar com aqueles que têm um pensamento inovador na forma de conduzir trabalhos em áreas indígenas", relata Israel.

O estudante de Serviço Social, Marcos Dunu Matsés, pontua que a tradição do diálogo existente nas comunidades indígenas na busca de soluções. Ele relata que o pai dele, cacique Tumi, foi uma grande liderança Matsés. "Hoje ele tem 79 anos e sempre dialogava para unir, para fazer trabalho juntos com seu povo. Temos 54 aldeias de cinco etnias que vivem na região. Claro que preservando a natureza e sem desmatamentos. Temos peixe, mas não temos material para fazer farinha".

Assessoria de Comunicação Social / Funai

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