OESP, Fórum dos Leitores, p. A2-A3
Autor: PESSOA, Greicy
16 de Mai de 2013
Norte Energia contesta
Com relação à matéria Orçado em R$ 16 bilhões, custo de Belo Monte já supera os R$ 30 bilhões (12/5, B1) e ao editorial Belo Monte, atrasada e cara (14/5, A3), a Norte Energia esclarece que, ao contrário do que foi publicado, o custo total corrigido pelo IPCA de Belo Monte é de R$ 28,9 bilhões (confirmado por todas as fontes oficiais e disponível no site oficial da Norte Energia), e não superior a R$ 30 bilhões, o que daria R$ 1,1 bilhão excedente. Os valores (R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões) citados como referência na matéria nunca foram do consórcio vencedor do leilão de Belo Monte. O valor dos contratos de venda de energia também sofre o impacto da correção monetária, ou seja, tais contratos contêm cláusulas de reajuste de preços pelo IPCA. Portanto, o impacto da correção monetária é nulo para o retorno esperado do acionista. O cronograma das obras está mantido, com a previsão de início da operação da primeira turbina, no Sítio Pimental, em fevereiro de 2015. Em janeiro de 2019 todas as turbinas estarão em plena operação. Assim, afirmar que a obra está atrasada demonstra total descaso com o planejamento técnico da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Destacamos que as recentes paralisações não impactam a geração de receita do projeto e que o número de R$ 4 bilhões, apresentado sem nenhuma justificativa, é fantasioso. As alterações positivas do projeto Belo Monte, tais como reduções de volumes de escavação e de concreto, bem como a aplicação de materiais mais econômicos no processo construtivo, compensam largamente qualquer eventualidade que possa afetar o andamento da obra. Sobre as condicionantes socioambientais, já foi investido cerca de R$ 1 bilhão por meio do Projeto Básico Ambiental, do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu e do Plano Emergencial. São investimentos na área socioambiental que envolvem atividades como apoio à saúde, educação, qualificação profissional, geração de emprego e renda, saneamento básico, segurança, meio físico e biótico, aquisição e projetos para reassentamento urbano e Sistema de Transposição de Embarcações, entre outras. A Norte Energia é composta por empresas privadas e estatais do setor elétrico, fundos de pensão e de investimento e empresas autoprodutoras. A rentabilidade do projeto está garantida. A suposta queda da rentabilidade apontada pela matéria não faz sentido, nem se considerados os próprios números apresentados no texto. Sendo assim, não existem valores imputados a nenhum atraso. É claro na matéria que houve desequilíbrio de informações e uso de números sem nenhum fundamento ou justificativa, acarretando sérios prejuízos e repercussões negativas para as empresas acionistas, que têm capital na Bolsa de Valores.
GREICY PESSOA, Assessoria de Imprensa da Norte Energia S.A.
Brasília
N. da R. - As informações fornecidas pela Norte Energia foram incluídas na reportagem. Em relação aos valores de R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões, em nenhum momento a reportagem os atribuiu à Norte Energia. Esses foram valores anunciados, respectivamente, pela Empresa de Planejamento Energético na época de divulgação do projeto e pela Chesf, após o leilão. Em relação à data de entrada em operação da primeira turbina, a informação consta na página da Norte Energia na internet. Sobre os programas sociais e ambientais, os dados são do Ibama.
OESP, 16/05/2013, Fórum dos Leitores, p. A2-A3
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