Valor Econômico, Caderno Especial, p. F4
19 de Set de 2014
Maranhão busca melhores índices na área social
Por Maria Alice Rosa
De São Paulo
Lobão Filho: foco na hidrografia
O Maranhão vive uma onda de investimentos cujos resultados começam a aparecer com destaque nas estatísticas nacionais: em 2011, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) local aumentou 10,3%, transformando o Estado na 16ª economia do país.
No entanto, o PIB per capita, de R$ 7.852,71, perde apenas para o Piauí e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de 0,639, ainda figura entre os piores do país, superando somente o registrado em Alagoas. Os candidatos que lideram a corrida eleitoral para o governo do Estado prometem mudar este quadro com a adoção de uma política de desenvolvimento que seja sustentável.
"Precisamos de um modelo de desenvolvimento inclusivo e, por isso, sustentável. É neste contexto que vemos a questão ambiental", afirma o candidato a governador pelo PCdoB, Flávio Dino. Ele diz que uma das prioridades é aprimorar o trabalho de proteção das Unidades de Conservação (UCs) e Áreas de Preservação Permanente (APPs), que considera insatisfatório, e levar para o centro da política ambiental ações que resultem em benefícios sociais como a criação de emprego e geração de renda.
Entre os planos de Dino também está a proposta de criação do Programa Maranhense de Biocombustíveis, com projetos de geração de energia renovável, abrindo oportunidades para a agricultura familiar, além de concluir o Zoneamento Econômico-Ecológico do Maranhão.
Lobão Filho, que concorre a governador do Maranhão pelo PMDB, tem no "Programa Mercado Verde" uma das ideias para estimular o aumento de empregos e renda para a população. O projeto é voltado para o fomento do mercado de produtos naturais, em parceria com universidades e organizações ambientalistas.
Dino: prazos para licenciamentos
O candidato também planeja instituir os programas Biosfera, destinado a reflorestamentos, reposição da flora original e formação de estufas com espécimes nativas nas áreas de preservação ambiental, em parceria com os municípios; e o Ecomar, para promover a exploração sustentável em segmentos do litoral, como a pesca e o ecoturismo.
As propostas integram o Programa de Aceleração do Maranhão (PAM), carro-chefe da campanha do pemedebista. "Todos os setores da economia têm importância em nosso programa, mas algumas áreas são mais sensíveis, como a agricultura familiar, a pesca e o extrativismo", afirma Lobão Filho.
O Maranhão tem entre os principais setores de atividade a agricultura, com destaque para a soja e a cana-de-açúcar, e a pecuária. Com os grandes investimentos em obras de infraestrutura nos últimos anos - como hidrelétricas e termelétricas -, poderá se tornar um grande produtor de energia no país e deve crescer muito também nas áreas de petróleo e gás.
Outra proposta destacada por Flavio Dino em seu plano de governo é o aperfeiçoamento do sistema de concessão de licenciamento ambiental, com o cumprimento integral das legislações, mas com o estabelecimento de prazos. "O licenciamento hoje é totalmente aleatório. Não há um planejamento adequado, então você tem atividades que aguardam anos e anos por uma definição", afirma. A solução, diz ele, passa pelo planejamento, capacitação e formação de equipes para dar agilidade ao trabalho dentro de períodos pré-estabelecidos. Entre os setores prioritários para o desenvolvimento do Estado ele cita a agricultura familiar, a pesca e a aquicultura, além dos setores de ponta da economia estadual.
Lobão Filho diz considerar a recuperação das bacias hidrográficas uma meta emergencial e pretende fortalecer os Comitês de Bacias Hidrográficas para recuperar rios e lagos, estimulando o uso sustentável da água nos segmentos de lazer e turismo, com finalidade de proporcionar emprego e renda. "Vamos cuidar de nossos rios e ampliar o abastecimento de água que há muito tempo vem desafiando nossos administradores", afirma o candidato. Segundo ele, é preciso também investir em obras de saneamento básico. Os dois concorrentes ressaltam ainda a importância de cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos no Estado, auxiliando os municípios em sua aplicação.
Valor Econômico, 19/09/2014, Caderno Especial, p. F4
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