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Lideranças Indígenas se preparam para RIO + 20

Coiab - http://www.coiab.com.br/
24 de ago de 2011

Depois de duas décadas passadas da Eco 92, a Cúpula da Terra como foi chamada a Conferência das Nações Unidas sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento, considerada por muitos a mais importante conferência ambiental do planeta, lideranças indígenas discutem em Manaus, estratégias para uma participação efetiva no encontro RIO + 20, organizado pela ONU - Organização das Nações Unidas, e está marcado para acontecer no mês de junho do ano que vem, no Rio de Janeiro.

Cerca de 50 participantes, lideranças indígenas de 16 países, de várias partes do mundo, estão reunidas em Manaus, do dia 22 ao dia 24 de agosto, participando da reunião Global Preparatória dos Povos Indígenas para a Rio + 20.

A reunião preparatória é organizada pela COICA - Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, em parceria com o Fórum Permanente da ONU e o Comitê Inter Tribal e tem como objetivos unificar o posicionamento dos povos indígenas para sua participação na RIO + 20, bem como realizar um balanço conjunto, transparente, levando em consideração o contexto local, regional e global, sobre a agenda dos povos indígenas em relação aos avanços após a Eco 92.

Edwin Vasquez, presidente da COICA destaca a luta dos povos indígenas da Amazônia na garantia de direitos fundamentais e espera que a RIO+20 possa ser um momento que defenda a vida plena, em defesa dos territórios, como defendem os povos indígenas.

De acordo com Marcos Apurinã, coordenador geral da COIAB, é importante que os países que poluem o mundo estejam presentes na RIO + 20, para ouvirem nossas demandas. Na Eco 92, cerca de 150 presidentes estiveram participando do Encontro.

Marcos acredita que é necessário haver uma discussão afinada sobre a RIO + 20, pois se trata de um encontro de muita importância para todo o mundo, e em especial para a Amazônia, que vem sendo ameaçada pela política do rolo compressor, pelos mega projetos. "A Amazônia que todos representam deve ser respeitada, precisamos reagir aos avanços que destrói os nossos territórios. Que possamos pautar as discussões nesse momento. Precisamos pautar o que queremos na Rio +20, e esse é o memento de discutirmos isso. Precisamos ter voz que defenda os nossos direitos coletivos", afirmou Apurinã.

Segundo Mirna Cunninghamm representante do Fórum Permanente sobre Questões Indígenas das Nações Unidas, há pouco mais de 20 anos se celebra a Convenção 169 da OIT, que reconhece o direito dos povos indígenas. "Há 20 anos, em cada um dos nossos países estávamos pensando em estratégias para 1992. O tema de desenvolvimento sustentável responderia as causas das injustiças cometidas contra as minorias excluídas, entre elas os povos indígenas. Reconhecia o instrumento internacional da OIT o valor dos conhecimentos tradicionais, para os povos indígenas. Hoje estamos discutindo nessa rede de organizações indígenas de todo o mundo, o que vamos fazer durante a Rio + 20. Como ratificar nossa possibilidade de contribuir como enfrentar os desafios. Celebramos uma participação de forma plena efetiva, direta, igualitária e significativa dos povos indígenas, na fase preparatória, durante a conferencia e pós", explicou Mirna.

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