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Licença vai acelerar consórcio para leilão de Belo Monte

OESP, Economia, p. B3
02 de Fev de 2010

Licença vai acelerar consórcio para leilão de Belo Monte

Leonardo Goy
Renée Pereira
Brasília

Com a liberação da licença ambiental prévia do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), devem esquentar nos próximos dias os bastidores das negociações empresariais para a formação dos consórcios que disputarão a concessão da usina. Já há algumas movimentações. Como noticiou o Grupo Estado no mês passado, as construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht - que entraram em conflito nos leilões das usinas do Rio Madeira - já se uniram em um único grupo para disputar Belo Monte.

Outro consórcio poderá ser formado pela construtora Andrade Gutierrez. A empresa afirmou que está estudando há algum tempo o projeto da hidrelétrica e que, no momento, está intencionada a formar um consórcio para concorrer à licitação. A construtora está aguardando as regras do leilão para definir mais detalhes de sua participação. Como a empresa se tornou sócia da Cemig, é possível que a estatal mineira entre como parceira neste consórcio.

A dúvida é quem vai ficar com quem a partir de agora. Isso porque há uma série de empresas e investidores que já manifestaram interesse pelo empreendimento. Entre eles, a Vale, CPFL Energia, grupo Neoenergia e a Previ (fundo de pensão dos aposentados do Banco do Brasil). O grupo franco-belga Suez, líder do consórcio que está construindo Jirau, em Rondônia, também deve participar do leilão, mas não se sabe ainda com quais parceiros.

O certo é que todos agora vão observar os passos da Eletrobrás. A estatal, presente nos dois projetos do Madeira, também estará em Belo Monte. Mas o governo ainda não decidiu como a estatal vai participar da disputa. Tudo vai depender da formação dos consórcios. No caso de dois grupos, é possível que ela entre como sócia do vencedor do leilão. Mas não está descartada a possibilidade dela participar da disputa nos mesmo moldes do leilão do Rio Madeira. Assim, suas subsidiárias se dividiriam e ficariam uma em cada consórcio - garantindo a todos a opção de serem "sócios" do governo.

OESP, 02/02/2010, Economia, p. B3

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