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Juiz não aceita acusações de Bush contra o Greenpeace por causa do mogno brasileiro

Viaecológica-Brasilia-DF
20 de Mai de 2004

O tribunal da Florida rejeitou todas as acusações do governo George W. Bush contra a organização não governamental Greenpeace, que impediu há dois anos o atracamento de navios em Miami com carregamento ilegal de mogno brasileiro. A informação foi transmitida hoje (20) pelo diretor executivo da ong, John Passacantando, à Via Ecológica. "Finalmente terminou", disse aliviado, após passar toda a semana na corte de Miami, desde que teve início na segunda-feira (17) o julgamento da organização como um todo - e não de seus membros individuais, como costuma acontecer, por parte do procurador geral do governo dos Estados Unidos, John Ashcroft, conhecido por seu conservadorimo. Ontem à tarde o juiz deixou de aceitar todas as acusações - por sinal baseadas numa lei defasada do seculo 19 que tornava crime o acesso de prostitutas a navios atracados em portos americanos. O processo foi derrubado antes mesmo de ser apresentada a defesa por parte dos advogados da ong. O Greenpeace agradece às mais de 81 mil pessoas de todo o mundo que enviaram mensagens de fax e emails ao presidente George W. Bush, ao procurador geral da República, protestantdo contra o atentado à liberdade de expressão e manifestação pacífica, que tem sido o tom do Greenpeace há décadas. "É uma grande demonstração do que podemos fazer juntos", agradeceu o diretor-presidente do Greenpeace. Mas Bush ainda está em ação. O governo americano forçou a ong a gastar muito dinheiro e tempo com a ação e a ameaça continua, ainda não acabou. Agora a ong pretende processar a Exxon Mobil, o maior responsável pelo aquecimento planetário. "Como Bush, estão tentando nos calar", disse o Greenpeace, que vive exclusivamente das contribuições (em geral de pequena monta) mensais dos sócios (somente pessoas físicas) em todo o mundo (cerca de 3 milhões) O Greenpeace brasileiro tem mais de 200 mil sócios e o caso todo começou com a defesa do mogno da Amazônia, cuja expploração, comércio e transporte foi tornada ilegal no governo passado devido às provas apresentadas pelo escritório da ong em Manaus (AM). (Veja também www.greenpeace.org, www.greenpeace.org.br).

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