OESP, Economia, p. B7
13 de Jul de 2008
Indefinições empacam 12 hidrelétricas no País
Renée Pereira
A exemplo de Tijuco Alto, outras 12 hidrelétricas de médio e grande portes estão empacadas por indefinição dos órgãos ambientais e por decisões judiciais. No total, contando com a usina do Grupo Votorantim, os projetos somam 2.530 megawatts (MW) de potência instalada, segundo relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) referente ao mês de junho.
Para especialistas, esse tipo de situação acaba trazendo um grau de incerteza para o investidor e pode prejudicar a expansão do setor. O que eles reivindicam é agilidade para dizer se um empreendimento é ou não viável.
Dessas usinas, a que tem concessão mais antiga, além de Tijuco Alto, é a de Cubatão, em Santa Catarina. A hidrelétrica foi licitada em 1996 e, neste momento, está com o licenciamento ambiental sendo questionado na Justiça. Um novo Projeto Básico Ambiental (PBA) foi feito e encaminhado ao órgão ambiental estadual em março deste ano. Não há, no entanto, previsão para liberação da licença.
Outra usina problemática é a de Murta, no Vale do Jequitinhonha (MG). O projeto teve contrato de concessão assinado em 2001 e ainda não saiu do papel. Para reduzir o impacto ambiental, os empreendedores pediram o deslocamento do eixo da usina, sugestão dos órgãos ambientais. O pedido não foi aprovado pela Aneel, pois mudaria as características do projeto.
OESP, 13/07/2008, Economia, p. B7
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