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Greenpeace exige que Vigor informe sobre transgênicos

OESP, Vida, p. A16
11 de Mar de 2008

Greenpeace exige que Vigor informe sobre transgênicos
Grupo promoveu ontem manifestação em fábrica de SP

Alexandre Gonçalves

Manifestantes do Greenpeace realizaram ontem de manhã uma manifestação diante da sede da empresa Vigor no bairro do Belenzinho, zona leste de São Paulo. Os ativistas exigiram um pronunciamento da empresa sobre a presença ou ausência de ingredientes transgênicos em seus produtos.

O Decreto 4.680, de abril de 2003, determina que "na comercialização de alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos geneticamente modificados, com presença acima do limite de 1% do produto, o consumidor deverá ser informado da natureza transgênica desse produto".

Desde novembro do ano passado, os óleos de soja das marcas Soya e Primor, produzidos pela Bunge, levam no rótulo um triângulo amarelo com a letra "T", acompanhado da frase "Produto produzido a partir de soja transgênica".

Nos protestos de hoje, havia cerca de 30 ativistas acorrentados diante do portão principal da empresa. Também afixaram um cartaz na fachada do prédio com a inscrição: "Vigor: vai rotular?". A manifestação começou às 9h30 e terminou três horas depois.

Segundo a coordenadora da Campanha de Transgênicos do Greenpeace, Gabriela Vuolo, a organização tenta contato com a empresa desde 2002. "Em agosto do ano passado, a Vigor nos procurou para saber como sair da lista vermelha do Guia do Consumidor editado pelo Greenpeace", afirma.

Na lista, estão as empresas que, de acordo com a ONG ambientalista, utilizam organismos geneticamente modificados ou não declaram abertamente se usam ingredientes de origem transgênica."Enviamos as informações solicitadas", garante Gabriela. "Mas não houve novo contato." O Greenpeace afirmou que encaminhará uma representação ao Ministério Público Estadual para investigar a situação.

OUTRO LADO

A reportagem do Estado entrou em contato com a Vigor, controlada pelo Grupo Bertin, mas a empresa preferiu não se pronunciar até que seu departamento jurídico acabe de estudar o caso.

OESP, 11/03/2008, Vida, p. A16

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