O Tempo.com.br
21 de Set de 2010
Greenpeace encaminha ao TSE opinião dos presidenciáveis sobre mudanças no Código Florestal
Da Redação
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O Greenpeace protocolou hoje (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as respostas dos quatro principais candidatos à Presidência, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV), e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), sobre as mudanças no Código Florestal aprovadas em comissão da Câmara dos Deputados. Todos os candidatos são contrários à anistia aos desmatadores, prevista no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB).
Os presidenciáveis responderam sete perguntas formuladas por uma rede de 12 ONGs ambientalistas. Outro ponto consensual entre os os candidatos, foi a discordância de que a atual legislação ambiental represente um entrave à produção agropecuária. "Hoje existem 60 milhões de hectares de pasto mal utilizados ou subutilizados que precisam ser recuperados. É área mais que suficiente para expandir nossa produção pelas próximas décadas", respondeu Dilma.
As ONGs também perguntaram o que deve ser feito com as áreas de risco de desabamento e enchente atualmente ocupadas por moradias, já que as mudanças propostas na Câmara não prevêem a recuperação de vegetação nativa nesses locais.Plínio defendeu que essas populações sejam removidas, e Serra citou um programa do governo de São Paulo que está promovendo a retirada de milhares de famílias que moram em áreas vulneráveis na descida da capital paulista para a cidade de Santos. "Estamos promovendo a retirada de 5.800 famílias da Serra do Mar, na descida para Santos, executando um projeto que é considerado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como o maior do mundo com deslocamento humano por razões ambientais", apontou o tucano.
Já Marina, uma das mais firmes defensoras do atual código florestal, disse que ser for eleita irá propor a Lei da Política Nacional de Florestas para promover a conservação e o uso sustentável das áreas nativas do Brasil. Ela também reiterou sua rejeição ao perdão a quem desmatou a Amazônia. "É preciso acabar com essa história no Brasil de descumprir as regras e depois mudar as próprias regras para justificar e adaptar ao não cumprimento da mesma. A solução no caso do Código Florestal é estabelecer os instrumentos para que as regras sejam cumpridas uma vez que deste cumprimento deriva uma série de benefícios para toda a sociedade", afirmou a verde.
O Tempo, 21/09/2010
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