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Governo quer mais 39 hidrelétricas, a maioria na Região Amazônica

O Globo, Economia, p. 23
05 de Mai de 2010

Governo quer mais 39 hidrelétricas, a maioria na Região Amazônica
Plano do setor de energia prevê queda no consumo de gasolina em dez anos

Henrique Gomes Batista

O Plano Decenal de Energia, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), prevê a construção de mais 39 usinas hidrelétricas no país, para que seja possível atender à demanda do consumo, que crescerá 61% nos próximos dez anos. A maior parte destas usinas será construída na Amazônia, aumentando o debate ecológico.

Em 2010 o governo pretende leiloar 13 usinas. Mas a ampliação do debate ambiental deve se reforçar em 2011, com o leilão da usina de São Luiz do Tapajós, no Pará. Com uma potência equivalente as duas usinas do Rio Madeira, a hidrelétrica tende a ser a primeira a ser construída dentro do conceito "usina-plataforma", novidade do governo que pretende reduzir os impactos, pois toda a obra seria feita sem o inchaço de cidades, com trabalhadores e materiais sendo transportados por helicópteros.

No total, a expansão hidrelétrica vai gerar uma expansão da potência instalada de 35.245 megawatts. Deste total, 21.847 megawatts já estão contratados em projetos com as usinas do Rio Madeira e Belo Monte. O governo prevê ainda a contratação de 12.175 megawatts de novas termelétricas. Entretanto, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, prevê que as novas térmicas devem ser instaladas até 2013. Após este prazo, a ideia é ter um planejamento para incrementar apenas energias renováveis, como hidrelétricas e alternativas.

O plano indica que haverá uma explosão no consumo de álcool decorrente do aumento de veículos bicombustíveis no país.

A expectativa é de um crescimento na produção de etanol em 132% até 2019, atingindo 64 bilhões de litros, em comparação com a atual produção de 27,5 bilhões de álcool. Por outro lado, a empresa prevê uma queda de 20% no consumo da gasolina nos próximos dez anos.

O Globo, 05/05/2010, Economia, p. 23

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