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Estamos quase mendigando por licença ambiental

OESP, Economia, p. B6
24 de Dez de 2009

''Estamos quase mendigando por licença ambiental''
Lobão diz que esforços são imensos para destravar leilão de Belo Monte

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que o ministério está "quase mendigando" a licença prévia para o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, que será construída no Rio Xingu (PA). Há vários meses, o governo aguarda a liberação da licença ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O leilão da usina chegou a ser previsto para 21 de dezembro, mas teve de ser adiado, ainda sem data prevista.

Durante a cerimônia em que deu posse a dois diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o ministro citou o fato de que o Brasil possui a segunda maior hidrelétrica do mundo e que estava tentando construir a terceira maior hidrelétrica, referindo-se a Belo Monte. "Estamos quase mendigando do Meio Ambiente a autorização para que possamos construir a terceira maior hidrelétrica do mundo", disse.

Depois da cerimônia, Lobão explicou que usou essa expressão para definir os esforços que estão sendo feitos pelo Ministério de Minas e Energia junto ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ibama para que seja concedida a licença para a construção da usina. "Essa é uma hidrelétrica da qual não podemos abrir mão. O Brasil necessita como nunca dessa usina para garantir a segurança energética", disse.

Segundo ele, o País já está um ano atrasado no início da construção da hidrelétrica por causa das pendências ambientais. "Não podemos perder mais tempo", afirmou. Lobão disse que a expectativa é de que a licença saia "imediatamente", mas não especificou uma data.

APAGÃO

Na cerimônia de posse dos diretores Edvaldo Santana e Julião Coelho, Lobão reafirmou que o apagão que atingiu 18 Estados no dia 10 de novembro não ocorreu por defeitos do sistema elétrico e sim por "fenômenos atmosféricos adversos". Segundo ele, apenas quatro Estados (Rio, São Paulo, Mato Grosso e Espírito Santo) tiveram de fato um blecaute de quase 100%, por três horas.

"Os demais Estados perderam só 5% ou 10% da energia", disse o ministro, acrescentando que os Estados do Sul do País só perderam 1% da energia por 15 minutos. Ele lembrou que nos blecautes de 2002 e de 1999 foram perdidos 60% e 70% da energia. "Temos que nos orgulhar do nosso sistema que é muito bom", disse.

Lobão disse que aguarda o relatório da Aneel para que o ministério possa produzir o seu relatório sobre o assunto, tomando como base também o documento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

OESP, 24/12/2009, Economia, p. B6

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