OESP, Nacional, p. A4
16 de Mai de 2008
Especialistas apostam em desbloqueio de licenças
Renée Pereira
A indicação do secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, para substituir Marina Silva no Ministério de Meio Ambiente pode provocar uma reviravolta na concessão dos licenciamentos ambientais do País, especialmente no setor de energia elétrica. Na avaliação de especialistas, o novo ministro tem um perfil muito mais liberal comparado ao de Marina, que se mostrou uma verdadeira defensora da Amazônia.
Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde Castro, Minc deverá destravar o problema dos licenciamentos ambientais das usinas hidrelétricas, que nos últimos anos se transformou num verdadeiro pesadelo para o Brasil. Tanta convicção está ancorada no trabalho feito pelo novo ministro à frente da secretaria no Rio. O Estado mostrou ontem que, em 16 meses, Minc concedeu mais de 2 mil licenças ambientais no Rio. "Ele trata a questão de meio ambiente de forma mais acadêmica, enquanto para Marina a Amazônia, por exemplo, virou questão ideológica", diz Castro. De acordo com ele, Minc vê a construção de uma hidrelétrica como um fenômeno econômico, que precisa ser construída, mas da forma menos agressiva ao meio ambiente.
Para Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), o maior desafio de Minc é não ser tão liberal como foi no Rio nem tão rigoroso como Marina. Ele inclusive critica a rapidez com que uma série de projetos foi liberada no Estado do Rio pelo então secretário.
O Terminal de GNL, da Petrobrás, por exemplo, tem uma série de problemas que não foram considerados, diz ele. "A gestão de Minc no Rio surpreendeu, até porque ele veio de um grupo de ambientalistas. Espero que, na esfera federal, ele tenha bom senso para encontrar um meio termo e fazer uma boa gestão."
OESP, 16/05/2008, Nacional, p. A4
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