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29 de Dez de 2010
Unidades de Conservação serão administradas pelo Instituto Florestal de São Paulo
O Diário Oficial do Estado de São Paulo publicou hoje, 29.12, os decretos que criam três novas Unidades de Conservação que serão administradas pelo Instituto Florestal. Tratam-se da Estação Ecológica de Avaré, no município de Avaré, Estação Ecológica de Marília, no município de Marília e a Floresta Estadual Serra d'Água, no município de Campinas. Enquanto as duas Estações Ecológicas foram recategorizadas, pois não eram categorias consideradas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC, tais como Estação Experimental e Horto Florestal, a Floresta Estadual está sendo criada em uma área estadual.
Em Marília, de acordo com o decreto 56.615, a nova Estação abrange duas bacias hidrográficas com baixo percentual de áreas cobertas por vegetação nativa, sendo que o local está em uma região de prioridade máxima para criação de Unidades de Conservação, segundo as Diretrizes para Conservação e Restauração da Biodiversidade do Estado de São Paulo do projeto BIOTA/FAPESP.
Já o decreto 56.616 que criou a Estação Ecológica de Avaré tem como principal justificativa para sua criação o fato de ser um dos poucos remanescentes do cerrado paulista, bioma que é reconhecido internacionalmente por sua expressão para conservação da biodiversidade. Além disso, a área também é exemplar para a preservação do Aqüífero Guarani e terá 719,02 hectares.
O decreto 56.617 criou a Floresta Estadual Serra d´Água, que fica em região urbanizada do município de Campinas, no bairro do Jambeiro, e tem 51,19 hectares. A nova área ambiental ajudará a conter pressões imobiliárias num dos poucas redutos verdes do local, já que a cidade detém apenas 2,6% de seu território coberto por vegetação nativa. A criação desta Floresta Estadual também serve de exemplo para todo o Estado, no sentido de se valorizar o trabalho de conservação da biodiversidade em pequenas áreas, além de permitir a celebração de estratégias de conservação para uso sustentável do recursos naturais, em locais onde não se recomenda unidades de proteção integral.
As três novas unidades somam um total de 1.378,15 hectares e juntas devem incrementar a conservação biológica, bem como propiciar ações de conscientização da população no sentido de serem conservados outros remanescentes e restauradas novas áreas visando aumentar os baixos índices de cobertura vegetal natural, atualmente encontrados no interior paulista.
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