VOLTAR

Comissão sobre exploração de recursos em terras indígenas vota requerimentos

Agência Câmara - http://www2.camara.gov.br/
09 de Abr de 2012

A comissão especial criada para analisar a proposta sobre exploração de recursos minerais em terras indígenas (PL 1610/96) reúne-se nesta terça-feira (10) para votar requerimentos.

A reunião está marcada para as 14h30, no Plenário 14.

15 anos de discussão

O Projeto de Lei 1610/96, de autoria do Senado, permite a lavra de recursos minerais em terras indígenas por meio de autorização do Congresso Nacional e com pagamento de royalties para os índios e para a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Desde que começou a tramitar na Câmara, há mais de 15 anos, o projeto tem sido motivo de polêmica por causa de divergências entre as expectativas dos povos indígenas e os interesses das empresas de mineração.

A principal preocupação dos índios se concentra nos possíveis impactos socioambientais que a atividade causaria nas aldeias. As mineradoras, por sua vez, argumentam que a pesquisa e a lavra de minerais nobres, como ouro, diamante e nióbio - utilizado em usinas nucleares -, atendem interesses nacionais e são fundamentais para o desenvolvimento do País.

Outra comissão especial que analisou o projeto, instalada em 2007, encerrou seus trabalhos no fim da legislatura passada sem votar o relatório final. Esse relatório previa a realização de licitação para a exploração de minérios em terras indígenas. Hoje, a escolha da empresa exploradora é feita diretamente pelo Poder Executivo.

Tramitação

O PL 1610/96 tramita apensado a outras três propostas (7099/06, 7301/06 e 5265/09).

Íntegra da proposta:http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=…

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/DIREITOS-HUMANOS/414105-COMI…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.