O Globo, O País, p. 12
04 de Mai de 2010
Código Florestal: Greenpeace faz críticas à Câmara
O Greenpeace denunciou ontem que a comissão especial criada na Câmara para debater mudanças no Código Florestal tem preferido ouvir classes que defendem a reforma da lei, bandeira do setor do agronegócio. A ONG fez um levantamento sobre as posições colhidas pela comissão nas mais de 40 audiências públicas realizadas sobre o assunto. De 267 autoridades de diferentes setores ouvidas, representantes da agricultura são o maior número. Somados, patrões, trabalhadores rurais e produtores autônomos correspondem a 38% dos que tiveram a chance de se manifestar, segundo a ONG.
Em seguida vêm os representantes de governos estaduais e municipais: 33%. Na outra ponta, somente 1% dos ouvidos são lideranças indígenas e 7%, ambientalistas. Outra área mal representada é a ciência, com apenas 6% do total.
Para o Greenpeace, a estatística demonstra a determinação da comissão em enfraquecer o Código Florestal, que data de 1965. A maioria da comissão quer que, a exemplo de Santa Catarina, os estados ganhem o direito de definir suas próprias reservas legais e Áreas de Proteção Permanente. Espera-se que o relator, deputado Aldo Rebelo, apresente seu voto nesta linha.
Desde que foi criada a comissão, ruralistas e ambientalistas não conseguem se entender.
O Globo, 04/05/2010, O País, p. 12
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