VOLTAR

Caminhoneiros tentam furar bloqueio e índios reagem

Olhar Direto - http://www.olhardireto.com.br/
Autor: Alexandre Alves
16 de mar de 2011

O clima ficou tenso nesta quarta-feira, à tarde, entre carreteiros e os índios Terenas que estão bloqueando a BR-163, entre Itaúba (600 km de Cuiabá) e Nova Santa Helena. Os caminhoneiros ameaçaram furar o bloqueio. Houve um princípio de confusão e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), com apoio da Polícia Civil, precisou intervir.

De acordo com a policial rodoviária Camila, da 6ª Delegacia da PRF, em Sorriso, que jurisdiciona o posto da PRF em Itaúba, há um grande número de caminhoneiros querendo passar pela barreira indígena. "A informação que acabei de receber é que os motoristas estão colocando muita pressão para a pista ser desbloqueada e o clima está muito tenso", falou, ao Olhar Direto.

A rodovia está interditada desde segunda-feira, às 13h, e só foi liberada durante três horas, na terça-feira, para passagem de caminhões que carregavam alimentos perecíveis. Depois voltou a ser bloqueada e só estão passando ambulâncias. Durante a tarde de hoje, os motoristas, insatisfeitos com a interdição, resolveram atravessar carretas na pista e impedir toda e qualquer passagem, inclusive ambulâncias e imprensa.

Uma reunião durante a noite, entre índios, PRF e representantes do Ministério Público Federal (MPF) tentou acalmar os ânimos e encontrar uma maneira de liberar a pista. A Fundação Nacional do Índio (Funai) emitiu comunicado nesta quarta informando que a Funai de Colíder estava autorizada a proceder as negociações. No entanto, os índios estão irredutíveis e só aceitam negociar com diretores nacionais do órgão.

Os índios querem a instalação de uma unidade da fundação em Matupá, pois encurtaria o caminho para eles serem atendidos. Atualmente os Terenas precisam se deslocar cerca de 250 quilômetros para ir à Funai.

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Caminhoneiros…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.