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Barragens ameaçam os peixes do Paraíba do Sul

O Globo, Rio, p. 16
12 de out de 2005

Barragens ameaçam os peixes do Paraíba do Sul
Das 127 espécies, 25% estão extintas ou em risco

Por causa das barragens construídas ao longo do Paraíba do Sul, 25% das 127 espécies de peixes do rio estão extintas ou em adiantado processo de extinção, segundo relatório do Departamento de Ictiologia do Museu Nacional (UFRJ) e da Comissão de Defesa do Meio Ambiente (CDMA) da Alerj. Feito a partir de estudos realizados por 25 anos, o documento diz que as hidrelétricas são as principais causadoras da diminuição das populações de peixes como o dourado, que não pode subir o rio na época de reprodução (piracema).
Para o presidente da CDMA, deputado Carlos Minc, as atenções estão voltadas agora para as cinco novas barragens que estão sendo projetadas para o trecho fluminense do Paraíba do Sul, como a de Barra do Pomba e a de Itaocara:
-Temos que acompanhar de perto as construções para que erros não sejam repetidos. Vamos anunciar medidas de recuperação ambiental, que serão cobradas das direções das barragens já existentes do Funil, de Santa Cecília e da Ilha dos Pombos, entre outras.
Segundo o relatório, no segmento entre a Represa do Funil (de Furnas, em Itatiaia, na divisa com São Paulo) e a barragem de Santa Cecília (da Light, em Barra do Piraí), 37,5% das populações de espécies de peixes foram reduzidas significativamente, sendo que, algumas (25%) estão em fase de extinção ou extintas. A ictiofauna entre as barragens de Santa Cecília (em Barra do Piraí) e Ilha dos Pombos (na divisa de Carmo, no Estado do Rio, e Além Paraíba, em Minas) também está comprometida. Entre as espécies extintas ou em processo de extinção estão: dourado, piabanha, curimbatá, surubim-do-Paraíba, sairu, piapara, corvina de água doce, cascudo preto e mandi-chorão.

O Globo, 12/10/2005, Rio, p. 16

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