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Audiência pública discute situação de comunidade quilombola de Simões Filho

Aratu online www.aratuonline.com.br
01 de Mar de 2018

Aconteceu na tarde da ultima quarta-feira (28/02) uma audiência pública com a presença do vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia. A audiência foi promovida para discussão sobre a situação do conflito envolvendo a Marinha do Brasil e os moradores remanescentes do Quilombo Rio dos Macacos (Simões Filho, Grande Salvador).

Representantes do Conselho Nacional de Direitos Humanos, da Defensória Pública da Bahia, da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais, entre outros estiveram presentes no evento, que aconteceu na sede do Ministério Público Federal na Bahia.

O comandante da Base Naval de Aratu, apresentou proposta para que os 104 hectares demarcados para os quilombolas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fossem mantidos em um acordo, e que o acesso à água, um dos motivos de conflito entre as partes seja feito através de um portão instalado no muro que dividirá a área quilombola da área da Marinha.

Rosemeire Messias dos Santos (líder quilombola), agredida por homens da Marinha em 2014, rejeitou a idéia, denunciando a violência contra os remanescentes. Segundo ela não é possível permitir um portão com dois homens armados com fuzis para que jovens sejam espancados e mulheres sejam estupradas como acontece.

Entenda o caso

O conflito entre a população da comunidade Quilombola do Rio dos Macacos, existe há décadas, proveniente a divisão das terras invadidas pela Marinha durante a Ditadura Militar. O caso ficou conhecido nacionalmente, devido a denuncias de diversos episódios de violência envolvendo fuzileiros navais e moradores da comunidade que já derrubaram casas quilombolas, agrediram a líder da comunidade Rosemeire Messias dos Santos e o irmão dela, Edinei Messias dos Santos, além de uma adolescente de 17 anos.

Questões como como a construção de uma entrada alternativa para os quilombolas, a melhoria das casas deles, o acesso à água e à luz elétrica também são discutidas nas negociações que estão sendo feitas com a mediação do Ministério Público.

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