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16 de Out de 2009
A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) e o Ministério Público Estadual firmaram ontem um acordo com a Malwee para a criação de uma reserva particular do patrimônio natural (RPPN) em Jaraguá do Sul. A medida é compensatória já que parte da empresa foi construída sobre áreas de preservação permanente (APP). "A Malwee nasceu em 1906 e parte dos prédios foi construída ao longo do rio Jaraguá em uma época em que não existiam as leis atuais e não se considerava esse tipo de construção irregular", afirma o presidente da empresa, Wander Weege. Pela lei ambiental, a empresa deveria estar a 50 metros do rio.
A reserva se estende por uma área de 1,3 milhão m2 no limite entre Jaraguá e Rio dos Cedros. É área de mata atlântica, com 21 nascentes do rio Jaraguá e fauna e flora nativas da região. Para o presidente da Fatma, Murilo Flores, essa iniciativa resolve um problema atual que ele considera o maior desafio do século 21. "Combinar meio ambiente e economia é muito difícil e esse tipo de iniciativa mostra que é possível. Uma maneira de compensar a natureza pelas construções feitas em épocas em que o futuro do meio ambiente não era discutido", acredita Flores.
Para o promotor público de Jaraguá do Sul, Alexandre Schmitt dos Santos, a criação da reserva é a melhor opção para resolver essas questões delicadas. "Ou faz-se vista grossa ou tenta-se retirar as empresas dos locais onde estão. Nenhuma das questões proporcionariam benefícios para o meio ambiente. Preservar perpetuamente uma área de 130 hectares de mata nativa com certeza é muito melhor", enfatiza Alexandre dos Santos.
A assinatura do termo foi proposta pela Malwee para ficar de acordo com o que determina as leis ambientais. "Nosso objetivo é ficar em conformidade com a legislação de hoje. Vamos realizar projetos educativos na reserva e também cuidar das áreas de entorno das nossas construções", afirma Wander Weege.
Com informações Jaragua do Sul
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