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Sítio arqueológico de 4 mil anos pode virar museu a céu aberto no Paraná

Galileu - https://revistagalileu.globo.com
Autor: Redacao Galileu
14 de fev de 2019

Sítio arqueológico de 4 mil anos pode virar museu a céu aberto no Paraná
Descoberto em 2009, local com 150 gravuras rupestres foi demarcado como o Sítio Arqueológico Vista Alta
14/02/2019 - 13H30 REDAÇÃO GALILEU

Há cerca de 4 mil anos, moradores da região hoje conhecida como a cidade de Capitão Leônida Marques (PR), que fica a quase 90 quilômetros de Foz do Iguaçu, tinham o hábito de esculpir figuras em rochas: 150 delas foram descobertas ainda em 2009, mas somente agora, quase dez anos depois, o local passou a ser protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), batizado de sítio arqueológico Vista Alta.

Encontrado graças ao Licenciamento Ambiental para a instalação da Usina Hidroelétrica do Baixo Iguaçu, o local chama a atenção por ser o único dos 56 sítios arqueológicos nos arredores do Parque Nacional do Iguaçu que apresentam figuras rupestres. Pedras lascadas, pedras polidas e utensílios feitos com cerâmica também são encontrados na região.

"Temos um contexto que vai de grupos mais antigos, de caçadores-coletores, a grupos mais recentes, com economia de produção de manejo de espécies vegetais e de cerâmica. O último deles seria de índios guaranis e jês e o primeiro da época da pedra lascada", explicou o arqueólogo Jedson Francisco Cerezer ao G1.

Ferramentas também foram encontradas ao lado das gravuras, algo raro em sítios arqueológicos em qualquer canto do mundo, o que chama ainda mais atenção para o local. Em uma das rochas que fica no topo do morro em que foi delimitado o sítio arquelógico, foram registradas 100 gravuras. E, em outra, cerca de 50 pinturas foram encontradas.

Pesquisadores brasileiros e portugueses, das empresas Espaço Arqueologia e Instituto Terra e Memória de Portugal, estão catalogando as gravuras, além da produção de imagens com um drone, para a produção de material cartográfico bem como modelos digitais de terreno e descrição do estado de conservação.

De acordo com uma nota do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), "Apesar dos estudos terem começado há dez anos, foi nos últimos dias que iniciou-se uma avaliação mais aprofundada da área. Em decorrência da importância do sítio, do potencial informativo para a comunidade e do fato de que a área estava sofrendo impactos decorrentes de outras atividades".

"Todo o material que se encontra em estudo possibilitará produzir um vasto conjunto informações sobre o sudoeste do Paraná, bem como dados interpretativos sobre o comportamento humano nesta região, tanto nos aspectos tecnológicos como simbólicos", diz a nota. "O sítio é considerado de alta relevância e a sua localização privilegiada, em área não afetada diretamente pelo barramento, faz com que ele tenha grande potencial para ser preservado, estudado e visitado."

O objetivo final dos estudos, além de preservar os achados, é que verificar a possibilidade de transformar o sítio em um museu a céu aberto.

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2019/02/si…

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