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20 de Ago de 2012
A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) deu início na manhã desta segunda-feira (20) à Oficina para Homologação do novo Sistema de Atenção à Saúde Indígena (SIASI 4.0). Durante quatro dias, cerca de 90 técnicos, entre chefes de Divisão de Atenção à Saúde e responsáveis técnicos pela operacionalização do sistema, dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), estarão reunidos em Brasília para conhecer e testar o funcionamento da nova versão do sistema, além de discutir questões de monitoramento e fluxos. O secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves de Souza, participou da abertura solene do evento e destacou o desafio dos profissionais que estão à frente do serviço.
"O principal benefício de se poder contar com um sistema de informação rápido e eficiente está na intervenção rápida da gestão em eventos que podem se agravar e acabar gerando surtos, por exemplo. Entretanto, não adianta possuir o sistema se não houver pessoal capacitado, tanto na coleta da informação, lá na ponta do serviço, passando por aquele que abastece o sistema e o que fará uso das informações", enfatizou Antônio Alves de Souza.
Ele lembrou que o SIASI 4.0 ainda está em fase de construção e que a participação dos técnicos de todos os DSEI, neste momento, é de fundamental importância para que a ferramenta seja adequada a cada realidade. "Todos precisam estar cientes do seu papel. O abastecimento e a operacionalização do sistema de informação têm um papel assistencial tão importante quanto o próprio atendimento prestado lá na aldeia", complementou o secretário.
Desafios
Um dos principais desafios do SIASI é fazer com que a informação seja uma ferramenta estratégica, auxiliando, desta forma, nas tomadas de decisões e no planejamento do trabalho das equipes de saúde. "É importante destacar que o sistema não é apenas um software, mas todo um conjunto de trabalho que envolve recursos humanos bem preparados, logística para funcionamento e fluxos para administrar a informação", enfatizou o coordenador de Monitoramento da SESAI, César Dantas.
Benefícios
Com o pleno funcionamento do Sistema de Informações da Atenção à Saúde Indígena, a SESAI também estará dando um grande passo para romper outro importante desafio: o de conhecer profundamente a realidade vivenciada em cada DSEI. "Com a ferramenta compreenderemos melhor a realidade vivenciada em cada DSEI, conheceremos as dificuldades enfrentadas pelas equipes de saúde e pela gestão do distrito, bem como teremos a possibilidade de avaliar melhor o nosso próprio trabalho, analisando o que temos avançado e o que precisamos melhorar", explicou a coordenadora de Atenção Primária da Saúde Indígena, Mariana Amorim.
Expectativas
A nova versão do SIASI já vinha sendo aguardada com expectativa pelos técnicos que atuam na área de monitoramento há muitos anos. Para eles, a apresentação de uma nova versão ratifica o compromisso da SESAI de mudar o panorama da saúde indígena em todo o país e oferecer uma assistência de qualidade aos povos indígenas.
"Estávamos com o sistema parado desde 2002, que é a antiga versão do SIASI, a 3.0. Em 10 anos, a tecnologia já passou por uma série de modernizações e o nosso sistema ficou parado. Com menos de dois anos de gestão, a SESAI assumiu o desafio de criar uma nova versão e ela está aí, sendo apresentada agora. Vai facilitar bastante o fluxo de informações para tomada de decisões estratégicas em cada distrito", observou o chefe do DSEI Litoral Sul, Paulo Camargo, que também é responsável técnico pelo funcionamento do SIASI no distrito.
Participaram também da abertura solene do evento a Chefe de Gabinete da SESAI, Verbena Melo, e a representante do DATASUS, Cristiane Lustosa.
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