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Redenção de Balbina

O Globo, Negócios & cia, p. 22
Autor: OLIVEIRA, Flávia
26 de Ago de 2009

Redenção de Balbina

Flávia Oliveira

Hidrelétrica de 20 anos, condenada por ambientalistas, pode ter área alagada reduzid Uma reforma inesperada espreita a hidrelétrica de Balbina (AM), que está fazendo duas décadas neste 2009. Apontada por ambientalistas como uma das três piores do mundo, a usina é alvo de um plano de regeneração da Floresta Amazônica, em gestação no gabinete do ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente. Ele encomendou à Aneel um estudo sobre a possibilidade de diminuição da área alagada da usina. É que Balbina tem um reservatório de 2.360 quilômetros quadrados para uma geração de 250 MW. Para se ter uma ideia, Belo Monte, projeto de 11.233 MW a ser licitado, vai alagar 516 quilômetros quadrados. Segundo o ministro, se a barragem de Balbina for reduzida em 12 metros, mil quilômetros quadrados de floresta poderão se regenerar.

A usina, no entanto, perderá um terço de sua capacidade de geração. "É uma conta que talvez valha a pena, se tivermos certeza de que a floresta será capaz de se regenerar.

É o que estudamos agora", diz. Segundo o ministro, a Eletrobrás (holding que controla a Manaus Energia, dona de Balbina) foi consultada e não se opôs ao projeto, desde que consiga um modelo substituto de geração de energia para a região, no curto prazo. Quando opera a plena carga, Balbina responde por 20% do consumo de energia de Manaus. Nos 20 anos em operação, gerou 22,810 milhões de MW, evitando a queima de 72,9 milhões de toneladas de de óleo combustível. A estimativa toma por base cálculos de Roberto Schaeffer, pesquisador da Coppe e membro do IPCC, grupo de estudo de mudanças climáticas da ONU.

O Globo, 26/08/2009, Negócios & cia, p. 22

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