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Procuradoria da República no Pará pede inquérito para analisar incidente em Altamira

Amazônia.org
Autor: Thais Iervolino
20 de mai de 2008

Após Paulo Fernando Vieira Souto Rezende, coordenador dos estudos da hidrelétrica de Belo Monte da Eletrobras, sair ferido, hoje (20), do Encontro Xingu Vivo para Sempre, a Procuradoria da República em Altamira (PA) pediu inquérito para averiguar o caso.

O incidente aconteceu após sua palestra em defesa da usina. Durante sua apresentação, o público, cerca de mil pessoas, vaiou duramente o representante do governo, que por isso elevou o tom de voz. Após sua fala, os índios se levantaram e começaram a cantar. Formou-se então uma roda de indígenas em torno de Rezende, que só conseguiu sair da
área com a intervenção dos organizadores.

Na confusão, o representante saiu ferido com um corte no braço direito e sem a camisa. Ele foi direto ao hospital da cidade mas não corre risco de morte. "Determinei que fosse tomado o depoimento do Paulo Fernando. Ele provavelmente ele será ouvido amanhã pelo delegado", disse Marco Antonio Almeira, procurador da República no estado.

Segundo dele, é preciso saber o que aconteceu. "Foram pedidas as fitas do evento para avaliar o que houve para tentar identificar quem fez [o corte]. A princípio a pena seria de lesão corporal, que equivale à prisão de três meses a um ano, mas é preciso analisar melhor o caso", revela.

O encontro

Realizado entre os dias 19 e 23, o Encontro Xingu Vivo para Sempre acontece na cidade de Altamira, no Pará, e reúne povos indíenas, ribeirinhos, ambientalistas e movimentos sociais para discutir o projeto de instalação da Usina Hidrelétrica Belo Monte.

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