O Globo, Negócios & Cia, p. 28
Autor: OLIVEIRA, Flávia
15 de Nov de 2007
Prioridade para Belo Monte
Grupo Eletrobrás opta por investir em uma só usina hidrelétrica na Bacia do Rio Xingu
Em documento apresentado à Aneel semana passada, o grupo Eletrobrás decidiu abrir mão de duas das três alternativas possíveis de investimentos no potencial hidrelétrico da Bacia do Rio Xingu.
Em vez de construir, conjuntamente, em dois modelos de execução, as usinas Belo Monte, Altamira, São Félix e Pombal, a estatal comunicou ao órgão regulador que vai se concentrar na primeira. O aproveitamento único, argumentou a equipe encarregada dos "estudos de inventário", concentra as melhores opções técnicas, econômicas e socioambientais. Belo Monte, hidrelétrica-mãe de um projeto que chegou a envolver sete usinas, está emperrada numa briga judicial de anos, que envolve ambientalistas e Ministério Público do Pará.
A hidrelétrica, se sair do papel, terá potência instalada de 11.181 MW, o que a tornará a segunda maior do país, atrás apenas de Itaipu. A área alagada será de 440 quilômetros quadrados, espaço considerado pequeno diante do potencial de geração.
Para se ter uma idéia, Tucuruí, também na Região Norte, tem área alagada de três mil quilômetros quadrados. O investimento total em Belo Monte foi estimado em R$ 3,7 bilhões, em preços de 2002.
O projeto, agora, depende do aval da Aneel ao inventário e da autorização para elaboração dos estudos de viabilidade econômica e pedido de licenciamento ambiental pela Eletronorte. O governo planeja levar Belo Monte a leilão em 2009. A construção da usina levaria quatro anos.
O Globo, 15/11/2007, Negócios & Cia, p. 28
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