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OCDE destaca progressos ambientais do Brasil

Valor Econômico, Internacional, p. A9
05 de Nov de 2015

OCDE destaca progressos ambientais do Brasil

Fábio Pupo e Edna Simão

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elogiou ontem o que chamou de "notável progresso" do Brasil na redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa nos últimos 15 anos. Em relatório sobre o desempenho ambiental do país, no entanto, a entidade aponta para o aumento de ameaças sobre o meio ambiente em meio ao crescimento econômico e à urbanização registrada na última década.
A OCDE cita a escassez de água no Sudeste, a contaminação do solo pelo tratamento inadequado de águas residuais e o aumento da poluição atmosférica como atuais consequências das pressões sobre os recursos naturais. E aponta ainda a desigualdade no acesso aos recursos naturais e serviços básicos.
"Mais pessoas hoje têm acesso à água potável, saneamento e serviços de gestão de resíduos sólidos, mas as disparidades regionais ainda são grandes", afirma o texto da entidade.
Segundo a entidade, a elevada participação da energia hidrelétrica e dos biocombustíveis na matriz energética brasileira ajuda a manter baixa a intensidade de carbono da economia. As emissões de gases de efeito estufa no país caíram em mais de 40%, desde 2000, graças à diminuição do desmatamento, mas as emissões pela indústria e pelos transportes estão subindo. A OCDE destaca ainda que a destruição de florestas ainda é alarmante - já que uma área correspondente ao Estado de Sergipe é perdida a cada quatro anos.
O relatório recomenda que o Brasil se empenhe mais para atrelar as medidas ambientais às políticas econômicas. "Tornar a economia mais verde também pode trazer grandes oportunidades sociais e econômicas, já que os mercados verdes podem impulsionar o PIB em até 7%", afirmou José Ángel Gurría, secretário-geral da OCDE.
A OCDE faz uma lista de recomendações ambientais, como a manutenção de impostos como a Cide para combustíveis, ajustando a alíquota conforme o teor de emissões de carbono; simplificar procedimentos de licenciamento ambiental; explorar as oportunidades de ecoturismo em sua vasta rede de áreas protegidas; desenvolver um sistema uniforme de coleta e gestão de dados ambientais. Gurría diz que o aumento ou introdução de outros impostos verdes pode melhorar a sustentabilidade fiscal e ambiental.

Valor Econômico, Internacional, p. A9

http://www.valor.com.br/internacional/4302056/ocde-destaca-progressos-a…

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