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Obras do Linhão de Tucuruí começam em agosto, afirma governo de Roraima

G1 https://g1.globo.com
18 de mai de 2019

As obras do Linhão de Tucuruí serão iniciadas em agosto deste ano, informou o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), após conversa com o secretário de Minas e Energia, Ricardo de Abreu Sampaio Cyrino. Construção vai unir Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) através do Amazonas.

O trajeto entre Manaus e Boa Vista, de pouco mais de 700 Km, foi licitado em 2011 e deveria ter sido entregue em 2015, mas as obras não saíram do papel devido ao impasse da passagem do Linhão no território indígena Waimiri-Atroari, localizado entre os dois estados.

Em fevereiro, o governo federal declarou a obra como sendo de interesse nacional, e esperava que todas as licenças tivessem sido protocoladas até maio. Com o atraso, as obras que seriam iniciadas no fim de junho foram adiadas para agosto.

"Estive reunido com representantes do consórcio que vai executar a obra, além da Eletronorte, Funai (Fundação Nacional do Índio) e Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente). As negociações sobre as compensações aos indígenas estão bem encaminhadas e o Projeto Básico Ambiental Indígena será protocolado no dia 20 de maio na Funai", afirma Ricardo Cyrino.

Quanto ao licenciamento ambiental, o pedido deve ser protocolado no Ibama dia 10 de junho. Ainda conforme o secretário, "com o licenciamento ambiental sendo aprovado em meados de julho, as obras serão iniciadas a partir de agosto".

Para Antonio Denarium, a obra vai proporcionar mais segurança e investimentos ao estado. "Nos próximos meses teremos a certeza de início das obras do Linhão de Tucuruí (...) e com isso, mudar a matriz econômica e gerar emprego e renda para a população", ressalta.

Em 2018 Roraima registrou um total de 85 blecautes, sendo 72 deles através do Linhão de Guri, que vem da Venezuela. No período, o acionamento de usinas térmicas geraram um custo de R$ 597 milhões aos consumidores de todo país, afirmou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Dependente da energia produzida no país vizinho, uma vez que o estado não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), e com o agravamento da crise na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro ameaçou suspender a energia importada para Roraima. Fato que se concretizou após um apagão histórico que deixou o país às escuras.

Após a interrupção, a única forma de manter a eletricidade em Roraima é através de quatro usinas termelétricas, que estão abastecendo todos os 15 municípios do estado há 72 dias.

De acordo com a Roraima Energia, empresa responsável pela distribuição no estado, o custo diário pelo consumo de diesel para as usinas é de R$ 3,5 milhões. Valor este que é subsidiado pela Conta Nacional de Combustível (CNB).

Segundo a Aneel, está previsto para o dia 31 de maio um leilão para a contratação de energias renováveis para o estado. O objetivo é substituir o alto custo gerado pelas usinas térmicas por fontes renováveis e mais baratas, como solar, biomassa e eólica.

https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2019/05/18/obras-do-linhao-de-t…

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