VOLTAR

No Dia do Índio, deputados defendem garantia de direitos constitucionais

A Crítica acritica.net
19 de Abr de 2017

Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado possui cerca de 77 mil índios, número superado apenas pelo Amazonas, que tem 183,5 mil. O Dia do Índio, comemorado nesta quarta-feira (19/4), foi lembrado pelos deputados estaduais durante a sessão ordinária. Líder do PT, o deputado João Grandão usou a tribuna para ressaltar a necessidade de garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas.

Para Grandão, o índio é vítima de um sistema que não lhe protege. "Muitas aldeias são verdadeiros confinamentos humanos. Aos índios faltam saúde, educação e segurança. Embora a Constituição garanta respeito e a proteção à cultura das populações originárias, os índios vivem em condições precárias e não possuem as devidas assistências. Um dos maiores danos aos direitos indígenas se refere à demarcação de terras", avaliou.

Em aparte, Eduardo Rocha (PMDB) afirmou a importância das comunidades indígenas para o Brasil. "São comunidades históricas, resistentes e símbolos de muitas lutas. Seus costumes e tradições precisam ser mantidos vivos e respeitados". A grande capacidade de organização foi destacada pelo deputado Pedro Kemp. Segundo o parlamentar, todas as conquistas obtidas se devem ao protagonismo dos povos indígenas.

Amarildo Cruz (PT) disse que a população indígena está sendo dizimada devido à rejeição da sociedade brasileira. "Embora o discurso seja de respeito e de valorização, os brasileiros não acolhem os índios. Existe uma dificuldade em implementar políticas públicas para minimizar o sofrimento deste povo que vive na penúria. Para que os indígenas não sejam condenados ao desaparecimento é preciso uma consciência coletiva".

http://www.acritica.net/editorias/geral/no-dia-do-indio-deputados-defen…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.