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Museu do Índio valoriza patrimônios culturais dos índios do norte do Amapá

REVISTA FATOR
29 de jun de 2007

Brasília - O Museu do Índio apresenta para o público, a partir do dia 29 de junho, no Rio de Janeiro, a exposição "A presença do invisível na vida cotidiana e ritual dos povos indígenas do Oiapoque" sobre os patrimônios culturais dos índios que habitam a bacia do rio Uaçá e do baixo curso do Rio Oiapoque - Karipuna, Palikur, Galibi-Marworno e Galibi-Kali'na. Com histórias de contato e trajetórias diferenciadas, assim como suas línguas e religiões, estes povos revelam o resultado de várias migrações e fusões antigas e mais recentes.

Os índios da região se comunicam em vários idiomas, especialmente o patuá, língua franca regional, falado pelos Karipuna e Galibi-Marworno. Os Palikur, povo Aruak, e os Galibi-Kali'na, Carib, falam as suas respectivas línguas nas aldeias. Os quatro povos também se comunicam fluentemente em português. Na cerimônia de abertura, que acontece às 10 horas, lideranças Oiapoque apresentarão o ritual do Turé.

O conceito geral da mostra é proposto em duas importantes instalações, centros de atividades fundamentais para estes povos. De um lado, o espaço do lakuh (o pátio), onde é realizado o ritual do Turé (festa de agradecimento aos seres sobrenaturais ou invisíveis pelas curas que eles propiciam por meio das práticas xamânicas dos pajés) e de outro,
a casa, onde se realizam, além das atividades domésticas, a prática de curas tradicionais. Os dois espaços estão relacionados ao mundo invisível pela presença do xamã ou pajé. Recorrendo a tecnologias de reprodução de efeitos da natureza como estrelas de luz representando a noite e o dia, piscinas de águas e parede de aquário, a exposição pretende aliar tradição e modernidade em uma caracterização teatral dos ambientes.

O público é convidado a interagir, dinamicamente, nas passagens arquitetônicas e ritualísticas propostas em todo o percurso da exposição. Buscando dar um atendimento eficiente e diferenciado ao público com necessidades especiais, o programa de inclusão da instituição oferece recursos como elevador para cadeirantes, monitores portáteis com a Língua Brasileira de Sinais e fones para orientar os portadores de deficiências visuais.

Sob a curadoria da antropóloga Lux Vidal, a mostra apresenta, em 12 ambientes, um acervo de 200 bens culturais como chapéus, cuias, colheres, escudos, bordunas, armas, cerâmicas, bancos-esculturas, cestarias e outros artefatos possibilitando a ampliação do conhecimento dos modos de vida desses povos. A exposição é uma iniciativa do Museu do Índio/FUNAI em parceria com a Associação dos Povos Indígenas do Oiapoque/Apio e com o Instituto de Pesquisa e Formação em Educação Indígena/Iepé. O evento conta com o patrocínio do BNDES. Exposição de 30 de junho, terça a sexta-feira, das 9h às 17h30, aos sábados, domingos e feriados: das 13h às 17h. Ingresso: R$ 3,00, domingos e feriados das 13h às 17h, no Casarão principal (Rua das Palmeiras 55 - Botafogo, Rio de Janeiro (RJ). Entrada gratuita

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