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Maranhão e Amapá vão solicitar apoio para conter queimadas

O Globo, Sociedade, p. 21
26 de ago de 2019

Maranhão vai pedir na segunda-feira apoio das Forças Armadas contra incêndios
Governador do Amapá ainda decidirá se fará o mesmo; estados são os únicos da região que não solicitaram reforço
Marco Grillo

BRASÍLIA - O governador do Maranhão, Flávio Dino , irá pedir na segunda-feira o apoio das Forças Armadas nas ações de combate a incêndios na Amazônia, segundo informou sua assessoria neste domingo. Enquanto isso, o governador do Amapá, Waldez Góes , vai definir na segunda se fará o mesmo. Esses são os dois únicos estados da região da Amazônia Legal que ainda não foram incluídos na operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) determinada pelo presidente Jair Bolsonaro para conter as queimadas.

Até agora, o emprego dos militares já foi autorizado em sete estados: Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Acre e Amazonas. O decreto que instituiu a GLO permite o reforço das Forças Armadas para os estados da Amazônia Legal desde que os governadores formalizem o pedido. Em seguida, um despacho presidencial oficializa a medida.No Amapá, representantes dos órgãos ambientais do estado vão apresentar, em uma reunião, dados referentes a queimadas e ao desmatamento, além de projeções. Após o encontro, o governador decidirá se vai formalizar o pedido de auxílio, segundo a Secretaria de Comunicação do estado.

O Amapá, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), registrou 11 focos de incêndio em agosto, número menor que o do ano passado, quando houve 38 notificações. No Maranhão, o número de focos ativos este mês também está abaixo do verificado no mesmo período do ano passado: 2.320 contra 2.833.

No Pará, por exemplo, foram detectados 7.924 focos pelos satélites, número 184% maior que o verificado no mesmo mês do ano passado - 2017 foi o ano com menos queimadas no estado em agosto, de acordo com a série histórica do instituto.

Amapá pede envio das Forças Armadas para ajudar a conter incêndios na Amazônia
Maranhão também fará o pedido; todos os nove estados da Amazônia Legal vão contar operações de Garantia da Lei e da Ordem
Daniel Gullino

BRASÍLIA - O governador do Amapá, Waldez Góes , enviou nesta segunda-feira um ofício ao presidente Jair Bolsonaro pedindo o apoio das Forças Armadas nas ações de combate a incêndios na Amazônia.

O Amapá foi o oitavo estado a fazer a solicitação de inclusão na operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A assessoria do governador do Maranhao, Flávio Dino, informou que ele fará o mesmo nesta segunda. Com isso, todos os nove estados da região da Amazônia Legal irão receber a GLO.

Até agora, o emprego dos militares já foi autorizado em sete estados: Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Acre e Amazonas. O decreto que instituiu a GLO permite o reforço das Forças Armadas para os estados da Amazônia Legal desde que os governadores formalizem o pedido. Em seguida, um despacho presidencial oficializa a medida.

O Amapá, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), registrou 11 focos de incêndio em agosto, número menor que o do ano passado, quando houve 38 notificações.

O governador informou, no entanto, que o pedido é uma forma de se atencipar ao período de secas.

"Em que pese o Amapá não estar enfrentando situação crítica de queimadas e desmatamentos ilegais, precisamos atuar de forma preventiva, principalmente porque o período de seca começa a se intensificar em toda a região, deixando o terreno propenso para queimadas. As ações preventivas evitarão danos irreparáveis ao nosso patrimônio ambiental", diz o texto enviado a Bolsonaro.

Os governadores da Amazônia Legal têm uma reunião marcada com Bolsonaro na manhã de terça-feira, em Brasilia.

O Globo, 26/08/2019, Sociedade, p. 21

https://oglobo.globo.com/sociedade/maranhao-vai-pedir-na-segunda-feira-…

https://oglobo.globo.com/sociedade/amapa-pede-envio-das-forcas-armadas-…

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