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Leia protesto de produtor contra demarcação

Dourados Agora - www.douradosagora.com.br
11 de Ago de 2008

Manifesto de Cidadania

Nossos 850 milhões de hectares dão uma média de 5 ha. para cada brasileiro, o território da FUNAI, com seus 107 milhões de hectares dão um total de 146 ha.\índio, mais a parte cidadão de cada índio, que sempre foram considerados brasileiros, totalizando 151 h\ índio, nós brancos, não por escolha e sim por nascimento, estamos a ponto de reivindicar essa diferença que nos cabe por direito, contudo a FUNAI tenta transformar o nosso Mato Grosso do Sul numa aldeia desprezando o nosso direito acima quantificado.

Nós produtores e trabalhadores, nessa altura, estamos sendo considerados invasores estrangeiros contra a nação paralela que está se criando dentro do Brasil, ocupada por índios, antropólogos, ONGs, visitantes transparentes, mas bem presentes nas autarquias na hora de tomar decisões contra a nação brasileira e tentar transformar o nosso país em um campo de guerra e anarquia.

Enquanto o índio for considerado tutela federal dará chance a certas forças, agora não tão ocultas, de tomarem decisões desastrosas gerando o caos e fomentando mais uma desigualdade. O índio como brasileiro deve ser integrado à sociedade para que nela viva, respeitando a lei como qualquer cidadão.

Se eu tivesse nascido índio, não ia querer ficar alheio a sociedade, de tanga e flecha na mão, mas sim poder andar livre, como cidadão brasileiro, para poder como todos os outros lutar no dia a dia e conquistar meu próprio espaço, sem dever nada aos ocasionais que tratam do assunto.

Já se passaram 500 anos, os índios evoluíram e não andam mais nus com penas na cabeça e sim com calcas jeans, celular e automóvel, só falta deixarem trabalhar como qualquer cidadão e adquirirem seu espaço sem se preocuparem apenas com posses prometidas sem esforço, por interesse de terceiros.

Um ato do poder executivo editou as portarias, onde está o legislativo e a constituição que garante o direito de propriedade? Anulou-se o Estado de Mato grosso do Sul e criou-se uma nova Nação sob o poder de poucos.
Índio ou não somos brasileiros...

O nosso Estado não pode ser despedaçado através de portarias, ele pertence ao povo que nele trabalha, vive e tem seus investimentos, conquistados com muito trabalho e suor, transformando o que antes era um deserto em um estado produtor capaz de abrigar seus filhos.

Um cidadão na comodidade de seu gabinete em Brasília, e uma caneta bonita, tanto o cidadão quanto a caneta, são pagos com os impostos gerados pelo trabalho dos homens que aqui produzem riquezas, mas que ainda assim estão abaixo do poder da caneta do cidadão pago com nosso suor.

Isto tem que parar, tem que ter um basta, somos homens e não bestas para sermos tocados ao léu nas sesmarias que ocupamos. Senhores da FUNAI, preparem-se, pois não entregaremos o Estado ao desmando dos senhores.

Devemos nós brasileiros produtores de riquezas, acabar com a FUNAI para que não crie mais problemas à nação?... Integrar o índio a sociedade para que trabalhem, adquiram sua própria casa com escritura e tudo o mais que lhe reserva o direito?...

Não somos de cabresto, somos cidadãos, pais de família, produtores e contribuintes. Fui criado hasteando a bandeira e cantando o hino nacional, educado para respeitar o País e as leis. Tenho orgulho de ser brasileiro, não quero abrir mão desses princípios em favor de uns poucos que tudo querem sem dar nada em troca à Nação.

Paulo Afonso de Lima Lange
Produtor e empresário
Brasileiro sim senhor.

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