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Justiça fecha Garimpo próximo da Terra Indígena Zo'é, em Oriximiná

G1- http://g1.globo.com
17 de ago de 2016

Uma determinação judicial para fechar um garimpo nas proximidades da Terra Indígena Zo'é, em Oriximiná, no oeste do Pará, foi cumprida nesta quarta-feira (17) e oito pessoas foram presas. A medida atende a uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF), uma vez que a atividade garimpeira se instalou dentro de uma área que não pode ser ocupada para garantir a segurança dos indígenas, principalmente contra a contaminação de doenças, conhecida por Zona Intangível.

A operação com a participação de diversos órgãos, como a Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBama), Polícia Federal (PF), Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio) e Secretaria de Segurança Pública do Pará(Segup).

Para o procurador da República, Camões Boaventura, que solicitou a operação conjunta, "o esforço coordenado de várias instituições para coibir esse tipo de atividade ilegal é a melhor maneira de evitar que os garimpeiros retornem, garantindo a integridade do território indígena e das florestas estaduais".

A Zona Intangível foi criada em 2008 pelo Governo do Pará, também a pedido do MPF e fica nas áreas protegidas do Trombetas e do Paru. Não pode receber nenhum tipo de exploração econômica, com o objetivo de evitar a transmissão de malária aos Zo'é. Dois anos antes da criação dela, em 2006, a presença de madeireiros nas proximidades da terra indígena provocou a contaminação de 80% da população indígena, que hoje é de quase 300 pessoas. Agora, os garimpos ilegais são a maior ameaça.

De acordo com as autoridades, este é o último garimpo conhecido dentro da Zona Intangível, descoberto no primeiro semestre desse ano, em março, quando em outra operação semelhante, trës garimpeiros foram presos. Um deles avisou da existência do segundo garimpo.

Segundo a Funai, os garimpeiros presos em março e na operação de hoje já ameaçaram tanto índios quanto servidores da Fundação. Eles circulavam armados pela região e utilizavam barcos para chegar ao local da extração de ouro. O garimpo estava em um local de difícil acesso, encoberto pela copa das árvores, o que atrasou a localização da área. O MPF também pediu à Justiça o cancelamento de um pedido de lavra feito ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) dentro da Zona Intangível, em nome de Gonçalo Ferreira Lima Neto. A Justiça vai ouvir o garimpeiro antes de tomar uma decisão.

Aldeia Zoé

A aldeia do povo Zoé fica localizada entre os rios Cuminapanema e Erepecuru. A terra indígena foi classificada pelo Zoneamento Econômico Ecológico (ZEE) do Estado do Pará como área de florestas estaduais, e inserida em diversas categorias de proteção ambiental.

http://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2016/08/justica-fecha-ga…

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