VOLTAR

Juruna e a democracia

Folha de São Paulo (São Paulo/SP)
Autor: R.C.C.L.
13 de nov de 1980

"Ao impedir o livre trânsito do cacique Juruna, o ministro do Interior, Mário Andreazza, ofendeu o espírito democrático de toda a Nação, não somente devido à mais elementar solidariedade mas antes porque, ao interferir com direitos de um membro de nossa comunidade, reduz a cidadania de todos os brasileiros.
A proibição da viagem do chefe xavante não é apenas um ato de desrespeito aos mais elementares direitos humanos. É também, no fim do século vinte, uma insensatez inaceitável para um País que procura ingressar conceito das nações civilizadas. Se o temor do governo era de que a presença do cacique, normalmente incisivo e coerente, pudesse se construir, no Tribunal Russel, em denúncia internacional contra abusos aos direitos humanos dos índios no Brasil, então a proibição governamental redundou em um duplo erro. Que prova maior de desmando se poderia conceber?"

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.