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Juruna é acusado de precipitar indicação de presidente da Funai

Jornal do Brasil
22 de fev de 1985

Marcos Terana, chefe de gabinete da Funai, acusou o deputado Mário Juruna pela apressada indicação de Gerson Alves à presidência da Funai junto ao presidente Tancredo Neves. Marcos Terana alega uniteralidade na decisão e diz ser necessária uma consulta mais ampla, com as principais lideranças índigenas do país ouvidas, e que Raoni e Aritana deveriam ser cosultados. No entanto, durante a Comissão do Índio da Câmara dos Deputados, à qual compareceram 50 índios de seis comunidades, o nome de Gerson Alves, indicado por Juruna, era apoiado. Juruna reiterou a sua indicação dizendo que tinha o apoio dos duzentos mil índios do país e que era preferível a indicação de um indigenista no momento. Em encontro com o Ministro-chefe da Casa Civil, Leitão de Abreu, o cacique Megaron, da tribo txucarramãe, defende que os caciques sejam consultados. O ministro-chefe informou ainda ao cacique que o decreto para a demarcação de mais uma reserva indígenas já está pronto: a dos Parakanãs, nas proximidades da hidrelétrica de Tucuruí.

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