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Jogo sobre sambaquis é lançado na Semana dos Povos Indígenas em Tubarão, Sul de SC

NSC Total https://www.nsctotal.com.br
Autor: Lariane Cagnini
14 de mai de 2019

Durante a escavação arqueológica, uma pesquisadora é levada a três mil anos atrás, onde os sambaquieiros habitavam o litoral catarinense. Na pele de um desses indígenas, inicia a jornada para conhecer os hábitos e costumes do grupo, e cumprida a missão, é hora de navegar por um museu virtual. Essa é a proposta do jogo "Sambaquis: uma história antes do Brasil", lançado em Tubarão durante a 13ª edição da Semana dos Povos Indígenas.

Sítios arqueológicos pré-coloniais, os sambaquis são montes formados pela sobreposição de muitas camadas, principalmente de conchas. Os quatro dias de atividade são uma proposta do Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (GRUPEP), da Universidade do Sul de Santa (Unisul). Além dos computadores disponíveis para quem quiser experimentar o game, também é possível participar de uma escavação arqueológica simulada, oficina de pintura rupestre, esculturas em argila, entre outros.

Em formato Role-Playing Game (RPG), foram 20 meses para concluir o projeto, que está disponível para download gratuito no site do Grupo de Pesquisa Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas (ARISE). Esse grupo é vinculado ao Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP), e todo trabalho de pesquisa foi em parceira com o GRUPEP.

- A ideia do jogo, que começa no presente, volta ao passado e depois vai para um museu virtual, é para fazer um link com a atualidade, mostrar a importância da preservação arqueológica para a nossa própria história - resume o coordenador do ARISE, Alex Martire.

O game também está disponível em inglês, para que os pesquisadores possam utilizá-lo na produção de artigos internacionais e mostrar para o restante do mundo quem eram esses "concheiros" que viveram no litoral brasileiro. Para a arqueóloga Jéssica Mendes Cardoso, do GRUPEP, essas a outras iniciativas são importantes para que a história seja preservada e se perpetue.

- Sensibilizar, informar a população de Santa Catarina que tem uma riqueza muito grande de sítios arqueológicos, principalmente sambaquis. A proposta é aliar tecnologia com arqueologia, mas não é pontual, só essa semana, o game vai proporcionar que o tema continue sendo trabalhado - projeta.

Experiência fora da sala de aula

No ano passado, mais de dois mil alunos das redes pública e privada da cidade participaram das atividades. Nessa edição, o tema é a arqueologia no ambiente virtual, justamente para aproximar as crianças e adolescentes do assunto. Além do game, uma exposição em realidade aumentada possibilita que os alunos visualizem objetos do período pré-colonial em 3D, a partir de um aplicativo no celular.

- No sexto ano é estudada a pré-história, e uma das vertentes é a arqueologia. Nada melhor do que fazer com que eles sintam, vejam e interajam com a teórica vista em sala de aula - comenta a professora Anne Mattos, da Escola Estadual Professor Arno Hubbe, de Tubarão.

Programação
14 de maio - 19h30min

Mesa redonda: Ensino e História Indígena: construindo campos de possibilidades. Esta mesa objetiva refletir sobre a temática da história indígena nas instituições de ensino apresentando suas várias possibilidades no campo interdisciplinar. Palestrantes: Adriana Kaingang, Nathan Marcos Buba e Kerollainy Rosa, integrantes do Laboratório de História Indígena (LABHIN/UFSC), sob orientação da professora Dra. Ana Lúcia Vulfe Nötzold. Local: Salão Nobre Unisul

Oficinas Pedagógicas - 14 a 16 de maio*

Períodos matutinos (8h às 11h30min) e vespertinos (14h às 17h30min). Local: Centro de Pós-Graduação Unisul, bairro Oficinas.

Oficinas: Arte rupestre brasileira, Mão na massa, Escavação arqueológica simulada, Filtro dos sonhos e Olho de Deus, Alimentos da terra, A linguagem indígena: do Norte ao Sul, Contação de histórias e espaço infantil.

*Visitas em grupo devem ser agendadas pelos telefones (48) 3621-3195 ou (48) 3621-3919. Para melhor aproveitamento da exposição virtual, baixe o aplicativo Arqueologia R.A. - Grupos pré-coloniais de SC na loja de aplicativos do seu celular ou tablet.

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