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Índios do Xingu prendem pesquisadores de empresas de energia elétrica

24 Horas News
21 de fev de 2008

Um radiograma recebido pela Fundação Nacional do Índio (Funai) informa a retenção de oito pesquisadores à serviço da Paranatinga Energia S/Ana aldeia Moygu, no Parque Indígena do Xingu. Também foram detidos quatro funcionários da Funai. As lideranças da aldeia pedem as presenças do presidente da Funai e da empresa como condição para libertarem os reféns.

Em agosto do ano passado, líderes de nove etnias do Parque do Xingu, localizado no nordeste do Mato Grosso, fizeram circular uma carta em que protesvam mais uma vez contra a construção de hidrelétricas, a derrubada da floresta e o uso descontrolado de agrotóxicos na região das cabeceiras do Xingu. Diziam que a maior parte das nascentes do rio está fora da Terra Indígena e em uma área em processo acelerado de uso e ocupação do solo.

Existem pelo menos nove Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) previstas ao redor do Parque. A Paranatinga II, no Rio Culuene, município de Paranatinga, já está pronta e foi alvo de uma intensa disputa judicial entre a empresa responsável, a Paranatinga Energia SA, e as comunidades indígenas. A obra chegou a ser paralisada algumas vezes. Os índios alegam que a usina vai prejudicar a migração dos peixes, sua principal fonte de alimento, e que a barragem vai alcançar alguns de seus sítios sagrados. Reclamam ainda do desmatamento das matas ciliares, que já chegou a 300 mil hectares na região e é responsável pelo assoreamento dos cursos de água.

Já há alguns anos, os índios vêm se manifestando contrariamente à construção de hidrelétricas na região.

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