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Índio não festeja a data: protesta

Jornal de Opinião (Belo Horizonte - MG)
19 de mai de 1990

Cerca de 150 representantes de 30 povos indígenas se reuniram em Manaus para discutir as políticas indigenistas do governo Collor. No encontro foi traçado um plano de ação do movimento indígena na Amazônia. 60% dos índios que habitam a região vêm sofrendo graves ataques, como é o exemplo dos Yanomami, que sofrem com o garimpo, com a mineradora, com o retalhamento de suas terras. Indígenas também se reúnem em Belo Horizonte buscando apoio para a criação de um núcleo do Movimento Ação pela Cidadania em Minas Gerais.

Dom Luciano: mensagem objetiva

Representantes das nações indígenas reunidos no dia do índio rendem homenagem ao presidente da CNBB Dom Luciano de Almeida, que sofrera acidente automobilístico e por isso não pode estar presente. Ainda assim, envia uma mensagem às nações indígenas de Minas Gerais onde aponta preocupação com relação ao cumprimento dos direitos recém assegurados pela nova Constituição e com a atual situação da Funai que poderá ser vinculada ao Ministério de Justiça, assegurando os interesses dos fazendeiros e mineradoras sobre as terras indígenas.

Minas: de 100 nações só restam quatro

Atualmente os povos indígenas restantes em território mineiro são os Krenak, Maxakali, Pataxó e Xakriabá. Vitimas de um ciclo histórico da ação de mineradoras, os que restaram seguem sofrendo dificuldades com a falta de terra, poluição de rios, falta de assistência à saúde e conflitos com os fazendeiros.

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