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Indígenas reforçam reivindicação por demarcações e criticam ameaças aos seus direitos em Educação indígena marca milésima defesa do PPGE

UFMT - http://www.ufmt.br
10 de mai de 2016

Na tarde da segunda-feira (09), aconteceu um marco para a pós-graduação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT): a milésima defesa do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE). Estavam presentes o diretor do Instituto de Educação (IE), Silas Borges Monteiro, a coordenadora do PPGE Márcia Santos Ferreira e a técnica-administrativa do programa, Luísa Maria Silva Santos.

A coordenadora assinalou o crescimento do programa, que atualmente realiza em média cerca de 60 defesas por ano. "Enfrentando percalços e desafios, o PPGE sempre marcou por seu pioneirismo e excelência, com seus grupos de pesquisa reconhecidos nacional e internacionalmente. Professores, alunos e técnicos estão felizes com esse marco", contou Márcia.

Por sua vez, Borges Monteiro. enfatizou da importância do tema para as alteridades. "A responsabilidade social do programa é imensa, participando da qualificação de diversos professores, sejam da UFMT ou de outras instituições. Com desafios, o programa segue caminhando. Cumprimento a todos os presentes, e que o programa seja cada vez mais fortalecido com trabalhos de excelente qualidade", afirmou.

O orientador Darci Secchi agradeceu o programa pelo marco e elogiou o perfil da banca, que reflete a diversidade identitária do país, e também a diversidade e propostas de diálogo que permeiam o PPGE. "O trabalho é importante pelo fato de que apenas em Mato Grosso existem 40 etnias indígenas, que ainda são precariamente conhecidas", disse Secchi.

A técnica administrativa Luísa Santos é uma das mais antigas do programa e com atuação em outros setores do IE, como a Revista de Educação Pública. "É muita emoção vivenciar este momento. Também atuei nos processos seletivos de mestrado e doutorado como também na organização do Seminário Educação (SemiEdu). Presenciei muitos alunos que se tornaram professores. Realmente, um momento gratificante".

Os componentes da banca - além do orientador, as professoras Rosa Iavelberg (USP), Vilma Aparecida de Pinho (UFPA), Beleni Salete Grando (UFMT) - receberam um certificado comemorativo por esse marco.

A mestranda Elen Luci Prates apresentou a sua pesquisa intitulada "O Ensino de Arte na Escola Indígena Bororo Korogedo Paru da Aldeia Córrego Grande - MT". Conforme a pesquisadora, "a disciplina de Arte, que compõe o currículo das escolas indígenas, é tomada como referência para analisar as relações entre a instituição escolar e o estado nacional. Discute-se o ensino de Arte em sua dimensão universal bem como os saberes culturais de uma escola Bororo localizada na aldeia Córrego Grande, no município de Santo Antônio de Leverger".

Um exemplo foi uma atividade destinada aos alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental - Primeiro Ciclo. Por meio da elaboração de autorretratos, os alunos podem exercitar o autoconhecimento e a afirmação identitária. "Realizamos atividades como observar o próprio reflexo na água, também como tirar autorretratos ('selfies') em aparelhos celulares. Também foram produzidos vídeos para serem apresentados às famílias", narrou Elen Luci.

O trabalho não tem pretensões de apresentar um plano de aulas como produto acabado. "Existem caminhos para se tratar de arte em contexto globalizado, sem deixar de lado a subjetividade e identidades", concluiu a mestranda. Sobre o marco da milésima defesa, ela disse estar emocionada ao representar "999 pessoas que passaram e deixaram seu conhecimento no PPGE".

O aluno do curso de Ciências Sociais, Eric Kamikiawa, participou da sessão de defesa. "Estou aqui para aprender novos conhecimentos, pontos de vista, e também sobre o olhar dos não-índigenas sobre a cultura indígena. Poder visualizar e partilhar essas experiências é bem interessante", disse Kamikiawa.

http://www.ufmt.br/ufmt/site/noticia/visualizar/28733/Cuiaba

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